sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Papo de Especialista: Acabei de ganhar meu bebê e estou triste, pior... irritada!

Após o nascimento do bebê, mudanças de todas as ordens acontecem na vida da mulher. Ela passa a desempenhar um novo papel, mesmo aquela que já teve outro(s) filho(s), afinal ser mãe de um filho é diferente de ser mãe de dois e assim por diante.

O período após o parto, chamado puerpério, é geralmente marcado por uma infinidade de sentimentos, sobre os quais nem sempre a mulher tem um espaço ou pessoas para quem possa expressar e compartilhar.


Os processos depressivos que acometem a puérpera são diferenciados em dois tipos: o baby blues ou tristeza materna e a depressão puerperal. No texto de hoje vamos falar sobre o primeiro – o baby blues - caracterizado pela alteração na condição emocional da mãe, trazendo irritabilidade, tristeza, indisposição, sensação de incapacidade especialmente de cuidar do bebê, oscilação do humor e choro.

Essa alteração é transitória, temporária. Inicia-se nos primeiros dias após o parto e regride em poucos dias, espontaneamente.
Se você apresentou ou apresenta tais sintomas, saiba que não está sozinha. Estima-se que entre 50 a 80% das mulheres no puerpério, manifestem o baby blues.

Saber disso é importante para que você não se desespere e ao mesmo tempo tenha ferramentas para se observar e, mais uma vez, como quase tudo na maternidade, sentir qual o seu limite, porque mesmo sendo uma forma branda da depressão, o baby blues traz sim muito sofrimento à mulher.

Sabendo disso e se observando, você poderá encontrar mais conforto se tiver alguém do seu convívio que possa lhe escutar e tolerar seu sofrimento e não tentando mascará-lo. Isso deve passar em alguns dias, mas se não passar, o melhor caminho é procurar um profissional que possa avaliar este quadro para dar o melhor tratamento para que ele regrida.

Observação: Na depressão puerperal a mulher tem sintomas muito mais intensos, como tristeza profunda, doenças psicossomáticas e até desinteresse pelo bebê. Pela gravidade do quadro depressivo, nestes casos é fundamental que a mulher inicie acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois a medicação se faz necessária.



Curae Psicologia - CRP: 06/5590/J

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