terça-feira, 11 de outubro de 2016

Meu bebê nasceu, e agora?

A gestação é cercada de expectativas e idealizações, nove meses em que a futura mamãe busca se preparar para receber um bebê imaginado e sonhado. Dentre as ambiguidades que este momento pode gerar, estão também as melhores expectativas de como será o período posterior ao nascimento.


Como será o bebê? Com quem se parecerá? Saberei amamenta-lo? Dentre outras indagações que permeiam o imaginário da mãe, do pai e de toda a família, cada um vai “construindo um bebê” a partir de suas próprias vivências e desejos e, ao final da gestação, têm-se vários bebês espalhados pelo imaginário familiar.

Até então, tudo certo. Essa tarefa de imaginar o bebê faz parte de uma importante construção para sua vinda. E então, ele vem! Faz uma entrada triunfal na vida de cada um que tanto o esperou e logo sinaliza ser diferente do que muitos pensaram a seu respeito.

É normal estranhar o meu bebê? Eu não deveria amá-lo incondicionalmente e imediatamente após o parto?
Estranhar o bebê é absolutamente normal e esperado! Afinal de contas aquele bebê que você imaginou, faz parte de uma construção baseada em seus mais profundos desejos, mas como toda relação saudável, tudo o que foi idealizado precisará ser desconstruído para que dê lugar ao real, neste caso, ao bebê do jeito que ele é.

E ele não vem com manual de instruções não é mesmo?
Chora e você não sabe o que ele quer, não dorme a noite e você está cansada, quando amamenta nem sempre é confortável, não se acalma se for colocado no berço e por aí vai...

Às vezes podem lhe dizer coisas sobre o quê e como deve fazer com o seu bebê, mas nem tudo lhe parece coerente. Então, nessa hora por mais complicado que seja, o mais importante é seguir aquilo que lhe faz sentido. Certamente o seu olhar de mãe é muito diferente do olhar das outras pessoas sobre o seu bebê. Acredite no que está vendo e sentindo!

Nesta relação mãe-bebê, existe uma comunicação muito mais profunda e genuína do que métodos ou técnicas que possam ser ensinadas, embora em determinados momentos elas sejam muito importantes. Olhe e conheça o seu bebê na intimidade que a relação de vocês lhes permite! E se não der certo de primeira, talvez numa segunda ou terceira vez, mas ele mesmo te mostrará a resposta e você saberá identificá-la.

Agora é a hora de conhecê-lo e de se apresentar para ele também. As novidades tem o poder de causar diferentes sentimentos e é importante que, principalmente a mãe e o pai se permitam a isso. Com o tempo e como em qualquer relação, após as apresentações feitas, é preciso que haja disponibilidade para conhecer melhor o outro. Isto exige paciência, dedicação, afeto e muitas vezes, uma boa dose de humor.


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