terça-feira, 10 de novembro de 2015

Perigo dentro de casa–duas histórias que poderiam acontecer com você

Segundo a ONG Criança Segura: “Os acidentes, ou lesões não intencionais representam a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. No total, cerca de 4,7 mil crianças morrem e 122 mil são hospitalizadas anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde, configurando-se como uma séria questão de saúde pública”.

Segundo esse estudo, cerca de 90% desses acidentes poderiam ser evitados com prevenção e cuidados que vão desde o uso do cinto de segurança até o cuidado com os alimentos quentes no fogão.

Hoje eu tenho duas histórias para contar, que aconteceram com pessoas que eu conheço e que mostram o quanto o perigo está mais perto do que parece. Eu vou usar nomes fictícios para não constranger ninguém tá?!

1) O elevador

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Amanda tinha 2,6 anos e estava brincando em seu apartamento quando seu pai a convidou para brincar no playground do prédio. O pai dela abriu a porta com ela no colo e avisou a mãe dela que eles estavam descendo. A mãe pediu para o pai buscar algo no quarto para deixar na portaria, pois ela estava terminando o almoço.

A mãe estava concentrada nas panelas, inclusive para que sua pequena não chegasse perto. O pai colocou a Amanda no chão e foi procurar o envelope, como não encontrava, demorou um pouco para voltar. Passaram-se poucos minutos quando o interfone tocou, a mãe atendeu e era da portaria: “a senhora sabe que sua filha está aqui em baixo sozinha? Encontrei a baixinha do lado da piscina”.

Depois de um quase infarto, os pais desceram correndo e apavorados com aquela situação, misturados por um sentimento gigante de culpa e pela tragédia que poderia ter acontecido. Eles não sabiam que ela já sabia descer sozinha, nem imaginavam que ela sabia chegar na piscina e muito menos que faria tudo isso sem eles.

2) A porta do banheiro

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Era sábado e Leonardo já estava saindo com sua mãe para natação quando corria pela casa brincando. Eles moram em um apartamento, com um banheiro social bem próximo ao quarto dele.

Na brincadeira, ele correu para o banheiro, virou a maçaneta e fechou a porta. A mãe dele sabia do perigo daquele cômodo e pediu para que ele saísse, com medo de abrir a porta e bater nele, pois não sabia onde ele estava. De repente, ela ouve um clique, por mais que ela não quisesse acredita ela sabia o que ele tinha feito, virou o trinco da porta e se trancou.

Aquela foi a meia hora mais longa da vida dela, sozinha em casa e sem a chave do lado de fora, o desespero era total. Sair para pedir ajuda era impossível, o banheiro é um cômodo cheio de perigos de afogamento, queda, torsões, deixa-lo sozinho estava fora de cogitação.

Por sorte, a janela dava para a lavanderia, ela subiu em uma escada para ser vista pelo filho e tentou mais de uma vez entrar por ali, mas a abertura era muito pequena. A única forma seria o próprio Leonardo abrir a porta, algo que ela pedia insistentemente para ele fazer, mas que por achar que era brincadeira ele não fazia. Quando ela decidiu ligar para os bombeiros, do nada, o pequenino também resolveu abrir a porta. Já imaginou o que poderia ter acontecido até os bombeiros chegarem?

Essas duas histórias me alertaram sobre o perigo de achar que nossos filhos ainda não sabem fazer as coisas, pois eles são muito mais esperto do que imaginamos. Nossa casa é cheia de pequenas armadilhas, por isso é preciso ficar muito atento e sempre tentar prevenir esses riscos.

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