segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Criança pode usar smartphone ou tablete?

Converso sempre com mães com opiniões iguais ou muito diferentes das minhas, pois acho que assim posso evoluir como pessoa, aprendendo e compartilhando conhecimento. Um dos temas que sempre me passa pela cabeça é a questão das tecnologias, deixar ou não a criança mexer nos smartphones ou tabletes?

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Foto: Andréia Nery.

Até duas semanas, tirando assistir desenhos animados ou clipes musicais, eu não deixava quase nunca a Manu brincar com o tablete, ela pegava, apertava o botão, mas brincar não. Eu nem sei bem porque eu não deixava, tanta gente dizia que era algo ruim, que eu acreditei.

Esses dias eu baixei alguns aplicativos do tipo joguinhos mesmo, com lógicas que a Manu pudesse entender e me surpreendi com quanta coisa legal que existe e que eu desconhecia por um preconceito.

Eu adoro tecnologia (sou blogueira, ora bolas), não vejo como inimiga da infância saudável de uma criança, na verdade acho que ela pode ser uma parceira e tanto na educação da minha filha. Hoje eu entendi que o problema não era usar ou não o smartphone ou tablete, mas sim a forma que esse uso acontece. Por isso estabelecemos as seguintes regras:

  1. Horário para usar o tablete em casa – 30 minutos por dia à noite, no “pré-banho”.
  2. Quando saímos para comer fora – antes eu ofereço algum brinquedo, giz de cera e massinha, se mesmo assim ela continuar agitada nós damos o tablete, descontando os 30 minutos do dia.
  3. Só com adulto – o momento do joguinho é junto com a gente, não a deixamos brincar sozinha, ajudamos com os comandos, celebramos os acertos, damos risadas juntos, jogamos em família.

Quer uma dica de joguinho? Eu gostei muito do app da Play Kids, ele é bastante interativo e instiga os pais a jogarem juntos. Recentemente eu li que eles fecharam uma parceria com a dupla Palavra Cantada e vão ter além dos seus joguinhos, cantigas de roda folclóricas para animar a brincadeira. Legal né?

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Enfim, em minha opinião nenhuma proposta radical dá certo, acho que funciona melhor se a gente mostra que existe o joguinho e o parquinho e a importância e diversão de ambos. O mundo mudou e a brincadeira também mudou, precisamos nos adaptar e tirar o que há de bom de nosso admirável mundo novo.

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