segunda-feira, 27 de julho de 2015

Vacina Pneumocócica, quando a vacina não imunizou, reforço de vacina, imunização

A Manu é uma bebê saudável, mas que já pregou algumas “peças” nos seus papai e mamãe de primeira viagem. Ela já ficou internada por ter uma febre sem explicação antes de completar um mês, tinha quadros que não costumavam indicar exatamente o que ela tinha, o que a levou a fazer mais de cinco vezes o exame de líquor (para saber se era meningite). Além disso, aos 18 e aos 23 meses ela teve dois quadros de pneumonia, sem muitos sintomas, só com algumas crises geradas por elevação abrupta de temperatura.

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Comecei a acompanhar o caso da Manu com uma pneumologista que depois de muito avaliar o histórico dela resolveu fazer um exame para identificar se a vacina Pneumocócica conjugada  havia ou não reagido no organismo dela e se ela era imune ao pneumococo. O resultado deu negativo, ela não era imune, o que nos deixou muito preocupados.

Bati um papo com algumas pediatras, para esclarecer alguns pontos para mim e para vocês:

1) Qual o objetivo da vacina de Pneumococos?

Quando o bebê completa dois meses, chega a hora de tomar mais algumas vacinas, entre elas a primeira dose de Pneumocócica conjugada. Ela tem o objetivo de evitar alguns tipos de pneumonia e outras doenças causadas pela bactéria pneumococo. Passou a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações em 2010, portanto é gratuita. A da rede pública é contra 10 tipos da bactérias. O bebê toma ainda outras duas doses, aos quatro e aos seis meses e um reforço lá pelos doze meses. Na rede particular existe uma versão que evita 13 e 23 tipos da bactérias (13 e 23-valente).

2) Quais sintomas podem levar um médico ou pai a questionar se a vacina realmente está garantindo a imunidade do filho?

A análise do médico leva em conta diversos fatores do quadro clínico da criança, que contabiliza desde a herança genética dos pais (alergias, bronquites...) até os quadros que ela desenvolve. Pneumonias recorrentes ou casos de pneumonias atípicas (sem sintomas claros) são sinais de algo precisa ser mais bem investigado, neste caso o médico prefere eliminar qualquer suspeita, incluindo se a vacina está funcionando em sua plenitude.

Porém é importante ressaltar que tirando a BCG, que deixa uma marquinha na pele quando ela “pega” não há como dizer se uma vacina funcionou. O que não quer dizer para entrarmos em pânico, o fato de não termos epidemias mostra que a imunização é eficiente e que motivos muito específicos do histórico daquele paciente ou daquela dose de vacina é que podem levar a falha. Não é regra, é exceção.

3) Qual exame pode ser realizado para saber se a vacina pegou e quando ele é necessário?

Até pouco tempo, não havia exames disponíveis para identificar se uma vacina realmente está atuando no nosso organismo. Hoje, um exame de sangue permite essa análise e no caso da pneumocócica ele consegue indicar contra quais bactérias o pequeninos está ou não imunizado.

4) Quais fatores podem determinar que a vacina funcionasse para algumas crianças e para outras não?

Segundo as médicas que conversei, o fator mais comum é a imaturidade do sistema imunológico na época que a criança tomou as suas primeiras doses. Porém existem inúmeros motivos que poderiam levar a inatividade da imunização da vacina, entre eles a má administração ou armazenamento inadequado do produto ou até a expiração da sua validade.

5) Como funciona o reforço para pneumococos? Ele existe na rede pública de vacinação?

Quando o médico identifica que criança não está imunizada, ele volta a pedir que ela seja vacinada. Existe uma dose de reforço já inclusa no calendário da rede pública de vacinação, contabilizando o pacote da vacina. Porém, quando uma criança se enquadra neste cenário mais delicado, os médicos costumam sugerir que ela tome doses mais completas que cubram um número maior de bactérias, dose que só é encontrada das clínicas particulares.

Existem duas doses extras que podem ser administradas, sendo a de 13 e 23 tipos de bactérias. A médica da Manu solicitou que ela tomasse primeiro a de 13 e entre dois e três meses de espaço ela deverá tomar a de 23 tipos. A ideia é fortalecer sua imunidade que se mostrou um pouco frágil e que pede mais reforço.

IMPORTANTE: Lembre-se que a Manu tem um quadro muito próprio de infecções e por isso o médico questionou se ela estava ou não imunizada. As vacinas são uma parte importante da evolução humana diante das doenças que surgiram e nos auxiliam a combater epidemias, mesmo que vez ou outra possam não reagir como deveriam.

Ficou com alguma dúvida? Seu filho também tem episódios não muito claros no quadro dele? Converse com seu pediatra, aqui eu só relato o que estou vivendo e o que eu ouvi, mas não somos um blog médico.

Fontes:

http://brasil.babycenter.com/t1100061/calend%25C3%25A1rio-de-vacina%25C3%25A7%25C3%25A3o#ixzz3h6mjOeOg

http://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/16698-vacina-pneumococica-conjugada

7 comentários:

  1. Andressa Boa Tarde, estou com um quadro parecido com o da sua filha acabei de pegar o resultado do exame dele e de sete tipos ele esta protegido contra um só. Queria conversar mais com vc sobre isso, se puder estre em contato no meu email: bonattibr@yahoo.com.br

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  2. Andressa Boa Tarde, estou com um quadro parecido com o da sua filha acabei de pegar o resultado do exame dele e de sete tipos ele esta protegido contra um só. Queria conversar mais com vc sobre isso, se puder estre em contato no meu email: bonattibr@yahoo.com.br

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  3. Olá, estou com 26 anos e após exames rotineiros recentemente descobri que as vacinas que tomei contra hepatite b na infância não haviam me imunizado e eu estava desprotegida. Estou fazendo o processo de vacinação novamente! Abraços!

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  4. Olá, estou com 26 anos e após exames rotineiros recentemente descobri que as vacinas que tomei contra hepatite b na infância não haviam me imunizado e eu estava desprotegida. Estou fazendo o processo de vacinação novamente! Abraços!

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  5. Olá meu filho tres anos, começou com um quadro de tosse a quase um ano...o médico pediu o exame de anticorpus e ele não está imunizado em 07 sorotipos examinados.
    Vou vaciná-lo com a Pneumococica 13V

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  6. Me ajudem. Meu filho tomou todas as vacinas do calendário e descobrimos a pouco tempo que meu marido tem hepatite b crônica. Fizemos todos os exames no meu bebê de 2 anos, ele não tem hepatite, mas não desenvolveu imunidade as vacinas. A médica do meu marido recomendou vacina-lo de novo o. Será que é melhor vacina-lo no particular? Ele terá que repetir as 3 doses? Me ajudemmm

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  7. Bom dia Andressa, tudo bem? Meu filho não tomou a dose da pneumo que deveria ser ministrada quando ele tinha 01 ano, a vacina estava em falta. Hoje ele tem 03 anos e 9 meses. O ano passado qdo o levei para vacinar, durante a campanha nacional de regularização das vacinas, questionei sobre o fato dele não ter tomado a dose da pneumo qdo tinha um ano, e recebi a informação que ele estaria imune, porque havia tomado as outras doses, mas fiquei na dúvida, e já fui nos postinhos mais ninguém consegue me esclarecer, vou falar com a pediatra dele e pedir o exame de anticorpos, só assim para esclarecer se ele está imunizado ou não. Muito obrigada pelas informações

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