quinta-feira, 2 de abril de 2015

Porque eu não vou dizer que o Papai Noel ou o Coelho da Páscoa existem

O título é polêmico, mas juro que tenho uma explicação para isso, mas antes de esse texto gerar algum ruído eu queria explicar algumas coisas:

1) Estou falando de uma opção pessoal, não estou criticando quem opta por essas pequenas “fábulas”.

2) Reforçando, não tenho nada contra quem gosta e incentiva os filhos a acreditarem nesses personagens fictícios, acho que tem tudo a ver com imaginação e criatividade.

3) Não acho que essas histórias fazem a data perder a importância real como alguns dizem.

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Bom, se você decidiu ler esse texto deve ter ficado curioso em entender porque uma pessoa não diria ao seu filho que personagens lúdicos e cheios de encanto existem. A resposta é simples: eu não sei mentir. Tenho imensa dificuldade na arte de não falar a verdade. Eu me enrolo, gaguejo, misturo as histórias e não me sinto feliz, mesmo que o motivo seja bom. Para não magoar alguém eu omito o que penso ou não conto algo que sei, mas não invento nada.

Daí a maternidade jogou na minha mão o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa, a Fada dos Dentes e por ai vai. Nos natais passados eu não levei a Manu para ver o Papai Noel, ela também não entendia muito, por isso não foi nenhum problema. Porém, agora perto dela completar dois anos de vida, eu percebi que tenho que tomar uma decisão, falar ou não que esses personagens existem.

Quebrei a cabeça, li sobre o assunto e resolvi seguir meu coração, tem autores que acham ótimo para formação da criança, outros que acham um trauma quando ela descobre que os pais mentiram para ela (não concordo) e por ai vai. Eu decidi por mim, eu não vou mentir, mas também quero que minha filha entenda o significado desses mitos e seja influenciada pela magia e alegria desses personagens.

Então, direi que o Papai Noel existe dentro de cada um de nós, quando damos um presente para alguém que amamos ou quando oferecemos algo para alguém que precisa. Vou falar que aquele moço de roupa vermelha está ali representando o amor, a caridade e a magia dos bons sentimentos. Espero que isso funcione rs...

Sobre a Páscoa vou dizer que o coelhinho representa os animais, a natureza e o amor de Deus. Vamos conversar sobre o que o coelho come, seus hábitos, onde vive e ele continuará sendo o símbolo lúdico da Páscoa. Vamos brincar de caça aos ovos e tudo mais, mas quero que ela entenda (dentro da minha fé) que Deus é o grande motivo da alegria daquele dia.

Sobre a Fada do Dente e outros personagens eu ainda não sei o que eu vou falar, tenho tempo para pensar em como não perder o encanto sem precisar das mentiras brancas nossas de cada dia.

Não sei se vou acertar com essa decisão, mas a maternidade é feita de escolhas e as consequências a gente vai medindo conforme o tempo for passando. Quero apenas ser sincera comigo mesma e oferecer para Manu o melhor de mim e esse melhor, não gosta e não é muito bom em inventar histórias.

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