quarta-feira, 25 de março de 2015

Convulsão Febril – um grande susto

Mamães há alguns eu passei por um grande pânico, minha filha teve uma convulsão por conta de uma febre repentina.

A Manu estava gripada, melhorou e com a mudança do tempo, deu uma “caída” e começou a apresentar uma tosse chatinha. Aquele foi um dia comum, ela brincou, comeu bem, deu risada, nada demais. Foi dormir como todos os dias.

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Durante a noite, pela madrugada começou a mostrar um sono agitado, como se fosse um sonho. E de repente, em um determinado momento ela gritou, minha mãe que estava mais próxima foi vê-la e foi quando percebeu que a Manu estava contorcendo o corpinho e com os olhos viradinhos. Era uma convulsão.

Pela temperatura do seu corpo era possível saber que ela estava com febre, não parecia uma febre altíssima, mas sua temperatura estava elevada, por isso sabíamos que era uma convulsão febril. Porém, quem disse que saber faz do quadro menos assustador?

Você sabe o que é convulsão febril?

Se você respondeu que é quando a criança fica com a temperatura tão alta que seu corpo tem uma convulsão, você acertou e errou em partes. Segundo todos os médicos que conversei, esse pode ser um gatilho, mas a convulsão também acontece quando há uma elevação muito abrupta de temperatura, sem que esse aumento seja gradual, ou seja, de uma hora para a outra a criança vai dois 36ºC para os 37ºC por exemplo.

Para vocês terem uma ideia, quando eu cheguei no hospital a temperatura da Manu era de 37,8ºC, ela convulsionou com uma temperatura de febre regular, daquelas que a gente trata em casa.

Convulsão febril é uma convulsão como as outras, ou seja, é um distúrbio que se caracteriza pela contração muscular involuntária do corpo provocada por um aumento excessivo de atividade elétrica em uma determinada parte do cérebro.

Esse tipo de convulsão tem um motivo bem específico, a febre e só acontece com crianças entre 5 meses e 6 anos de vida, pois o cérebro desses pequeninos ainda não está totalmente formado e não consegue reconhecer e controlar os estímulos que recebe.

Não se assuste! Não é por causa de qualquer febre que você deve correr desesperada para medicar o seu filho. Existem crianças que possuem predisposição genética para ocorrência da convulsão febril, principalmente se um dos pais também tinha na infância. Além disso, as infecções virais (gripes e resfriados), tal como bacterianas (otite, sinusite, pneumonia) são doenças que podem levar a convulsão pois apresentam a febre em sua evolução.

Como eu fiz?

Eu já tinha lido sobre o assunto, mas na hora me esqueci de tudo e peguei a Manu no colo, queria protege-la, pensei em dar um banho de água morna para tentar baixar sua temperatura, mas lembrei de que isso poderia piorar o choque. Então tirei toda a sua roupa e deixei-a de fraldinha, coloquei-a de lado em meu colo para que sua baba pudesse escorrer sem causar engasgo e corri para o hospital.

No caminho ela já amoleceu e ficou calma, mas choramingando, parecia que estava dormindo e seus músculos relaxaram. Chegando ao hospital ela estava acordada, foi atendida imediatamente, recebeu uma máscara de oxigênio, retiram sangue de sua veia para exames e aplicaram o antitérmico.

Eles viram que a máscara não era necessária e deixaram-na relaxar e descansar, o que minha princesa mais precisava. Pelo que li é muito normal que a criança que passa por uma convulsão fique sonolenta já que ela passou por um estresse físico e precisa recompor suas forças.

Ficamos algumas horas no hospital para Manu ficar em observação e para aguardar a saída dos resultados dos exames. Foi diagnosticado uma pneumonia pequena, sendo então essa inflamação a causa da elevação de temperatura. Confesso que fiquei feliz por terem encontrado algo, pois havia um motivo para tudo aquilo e poderíamos trata-la. Começaram a medicar com antibiótico e nos liberaram para casa.

O que é recomendado por especialistas?

Na hora do desespero eu nem imaginava que aquilo era uma crise e que eu tinha apenas que esperar passar, acertei em algumas coisas e errei em outras, sei que poderia ter piorado tudo pelo meu afobamento no momento.

Seguem algumas orientações retiradas do site do Dr. Dráuzio Varella para lidar com uma pessoa (adulto com criança) que está convulsionando:

  • Deite a pessoa de lado para que não engasgue com a própria saliva ou vômito;
  • Remova todos os objetos ao redor que ofereçam risco de machucá-la;
  • Afrouxe-lhe as roupas (no caso da febril, tire todas as roupas);
  • Erga o queixo para facilitar a passagem do ar;
  • Não introduza nenhum objeto na boca nem tente puxar a língua para fora;
  • Leve a pessoa a um serviço de saúde tão logo a convulsão tenha passado.

Enfim, aquele foi um dos dias mais assustadores da minha vida, mas aprendi muito com essa experiência, sei como ajudar minha filha se isso acontecer novamente. Entendi que a calma é o melhor remédio nessas horas, pois muitas vezes as coisas não são tão ruins como parece, nossa mente é nosso maior inimigo e o medo nosso maior bloqueio. Tenha calma e fé (principalmente em você) que tudo irá dar certo. 

Fonte:

http://www.einstein.br/einstein-saude/vida-saudavel/crianca-e-adolescente/Paginas/convulsao-febril-em-criancas.aspx

http://drauziovarella.com.br/letras/c/convulsao-2/

http://www.pediatriaemfoco.com.br/posts.php?cod=88&cat=9

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/10/em-crise-de-convulsao-pessoa-deve-ficar-de-lado-e-nao-pode-ser-segurada.html

Um comentário:

  1. Olá, eu sempre recomendo um tratamento com a nutrição, inclusive escrevi um artigo sobre o assunto e muita gente tem se beneficiado.

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