quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Mudança com criança - dicas de sobrevivência

Como muitos de vocês sabem, faz um mês que mudamos de cidade e estado, e viemos parar em Vitória, no Espírito Santo, de mala e cuia. Foi um processo longo desde decidir vir, até mudar definitivamente e começar a vida por aqui. Muitas listas de coisas a fazer rolaram, e pensar em como fazer tudo isso com a Alice a tiracolo foi um enorme desafio.

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A casa antiga, vazia

Abaixo listo para vocês algumas das primeiras providências que tomamos, para que tudo fluísse de maneira mais fácil e normal para ela. Afinal, se mudanças já são difíceis para nós que entendemos o que está acontecendo, imagine para os pequenos que ainda estão se adaptando ao mundo, né?!

Muitas conversas, a mudança sempre foi clara
Desde o dia em que decidimos mudar explicamos para a Alice que teríamos uma casa nova, na praia. Falávamos disso o tempo todo, ensinamos ela a contar para as pessoas que iria morar na praia. A ideia era que essa situação fosse familiar para ela, tão familiar que ela pudesse estranhar o mínimo possível. Explicamos cada detalhe, que teria uma casa nova, um quarto novo, amigos novos, escola nova, e que seria muito bom e divertido.

Avisamos os envolvidos
Fazer com que todos participem desse processo também ajuda muito. Avisamos então na escola que não faríamos a rematrícula, e explicamos o motivo, para trabalharem esse assunto e essa despedida com ela também. Assim também foi com a família, principalmente a que não nos vê sempre, e quer se despedir. Para nós sempre foi primordial a Alice sentir que a mudança era algo bom, por mais que algumas pessoas chorassem na hora de dar tchau.

Fizemos pequenas mudanças antes
Sabíamos que ter uma casa nova poderia não ser fácil para ela, optamos então por, meses antes, já trocar o berço para caminha, para ela ter uma mudança a menos pela frente. Na casa nova ela teria a cama a qual já estava habituada e esperávamos que isso ajudasse no processo. Ela adorou o quarto novo, e parece que a estratégia foi mesmo um sucesso.

O suporte da família é essencial
Nem sempre temos como ter a família por perto, mas se tiver, não hesite em pedir ajuda. Para nós foi fundamental ter a ajuda da minha mãe, principalmente nos primeiros dias. Ela ficava com a Alice o dia inteirinho para conseguirmos conseguir colocar a casa em ordem, e como a Alice já está acostumada a ficar com ela, era só festa. Se você não tiver como contar com alguém da família ou amigos, é importante alinhar suas expectativas e saber que não vai dar para colocar a casa em ordem em pouco tempo, pois a criança precisa se habituar ao novo espaço, precisa de horas com você, e mudar a rotina dela drasticamente não vai resolver nada.

Transforme a “casa nova” em um chamariz
Isso foi o que mais fizemos. Tudo o que comprávamos ou tudo o que eu embalava dizia: é para a casa nova. Ela ficou ansiosa pela casa nova, e quando chegamos ela estava muito feliz, correndo para todos os lados, querendo apreciar cada cantinho. Na noite que nossa mudança saiu da casa antiga, ela chegou em casa e perguntou assustada: “Cadê minhas coisas?”. Quando expliquei, mais uma vez, que estariam todas na casa nova e que chegaríamos lá em alguns dias, ela se acalmou. É claro que perguntou sobre suas coisas mais uma dezena de vezes, mas aí ela mesma já respondia: “tá na casa nova, né mamãe?!”.

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Por aqui o que posso dizer da experiência é que foi mais simples do que eu esperava. Alice sempre se adaptou bem a tudo e considerando a quantidade de mudanças que fizemos na vidinha dela de uma só vez, ela tem se saído muito bem. Ela mudou de casa e de escola ao mesmo tempo e ainda desfraldou. O desfralde parecia que nào daria certo nos primeiros dias, mas no quarto já estava tudo sobre controle. Na escola ela ainda tem chorado um pouco pela manhã, após uma semana de adaptação. E em casa as vezes dá um pouco de trabalho para dormir, quer nossa presença no quarto dela, sendo que em SP ela já dormia sozinha no quarto.

E vocês, têm mais dicas sobre fazer uma grande mudança com crianças? Conta pra gente!

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