terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dislexia – o bicho papão das mães

Esses dias eu estava conversando com uma mãe de um menino de 4 anos que me contava como o seu filho era desatento e não conseguia acompanhar o ritmo de aprendizado dos amiguinhos. Ela estava apavorada, pois suspeitava que seu filho tivesse dislexia. 

Eu fiquei intrigada, confesso que achei meio cedo para saber se a criança tinha alguma dificuldade de aprendizado, mas não questionei, pois pouco entendo do assunto. Porém, como mãe blogueira é curiosa, fui tentar descobrir o que é essa dislexia e quais sintomas podem indicar se uma criança passa por esse problema.

Einstein

Em uma matéria do hospital São Luiz, o especialista entrevistado indica que o baixo desempenho escolar, ou seja, dificuldade de alfabetização e de concentração pode ser um sinal de dislexia. Ele até alerta para o perigo dos pais e professores acharem que o aluno é desinteressado e preguiçoso quando pode haver um distúrbio de aprendizado.

Resumidamente, dislexia é:

“A dislexia é um distúrbio do funcionamento do cérebro para todo processamento linguístico. Devido a falhas nas conexões cerebrais, o disléxico não consegue associar o símbolo gráfico e as letras ao som que elas representam, o que dificulta à escrita, leitura e soletração”, diz Paulo Breinis, neurologista do Hospital São Luiz Jabaquara e Hospital da Criança.

O quadro de dislexia só identificado a partir dos oito anos de idades com a ajuda de testes aplicados por profissionais de várias áreas como neuropsicólogo, pedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo. Porém, é possível ficar atento a algumas características como atraso na fala, má coordenação motora, memória curta, imaturidade e desinteresse por livros e jogos de raciocínio como quebra-cabeça. Os pais e professores podem já começar a ficar atentos e conversar com especialistas que poderão auxiliar melhor a lidar com o caso até conseguirem realizar o teste.

Por se tratar de uma doença genética, a dislexia não tem cura. O que existe é a conscientização do problema e compreensão das limitações. “O tratamento da síndrome não é feito com medicação, mas sim com acompanhamento de pedagogos e fonoaudiólogos. Esses profissionais ensinam a criança a escrever e ler de acordo com suas restrições”, explica Paulo Breinis.

Nenhuma mãe quer que seu filho enfrente nenhuma dificuldade, mas a dislexia não é uma condição limitante, seu filho poderá ter um futuro brilhante, como um grande estudioso até, mesmo que seu tempo de aprendizado seja diferente. Conheça alguns disléxicos famosos:

  • Whoopi Goldberg
  • Agatha Christie (a escritora)
  • Tom Cruise
  • Albert Einstein
  • Charles Darwin
  • Vincent Van Gogh

Fonte: http://blog.saoluiz.com.br/

http://educacao.uol.com.br/album/2013/07/23/conheca-dislexicos-famosos.htm#fotoNav=9

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