quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A maternidade me fez “pagar a língua”

Eu fiquei pensando em outro título, mas não consegui, a verdade é essa mesma, diariamente me vejo em situações em que eu faço muito do que disse que não faria ou mesmo que afirmei que faria e não faço.

Não sei você, mas antes de ser mãe eu sempre ACHEI muita coisa do jeito que os outros criavam os seus filhos, sempre disse a velha e batida frase “quando eu tiver filhos...” e ai terminava com um exemplo de sabedoria pedagógica extremamente furado, pois na prática não existe jeito certo de se criar um filho.

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Esses dias comecei a fazer uma lista mental de tudo o que faço completamente ao contrário do que havia dito:

  • Minha filha não vai usar rosa – eu nunca gostei de usar rosa, mas doce ilusão, descobri que o mundo do amarelinho e branco é extremamente reduzido, você acha pouca roupa nesse estilo. Você ainda pode comprar uma lilás vez ou outra, mas no final você vai acabar comprando roupas rosa.
  • Nunca vou dar uma Barbie para Manu – sempre achei a boneca a personificação do culto a beleza da loira peituda (tenho essas neuroses rs), mas depois que ela ganhou uma e começou a se divertir com a boneca, eu confesso que EU comprei outra para ela... tsssshhhhh (barulho da minha língua queimando rsrsrs).
  • Não vou chama-la de princesa – sou meio neurótica gente, sempre achei que essa coisa de princesa era uma forma de fazer a mulher achar que ela precisa esperar por um homem para ser salva e que a única coisa que ela tinha que almejar na vida era um príncipe, ou seja, um marido. Já fiz milhares de discursos sobre isso e a pseudo feminista aqui chama a filha de princesa e brinca de conto de fadas.
  • Ela não vai ouvir Xuxa – tshhhhh (sentiu o cheiro de churrasco de língua?) eu imaginava que a criança até uma determinada idade só fazia o que a gente queria, mas no auge dos seus 1 ano e 8 meses ela apontou para a TV e disse “música, Ilalaliê”, pedindo que eu colocasse essa música. Depois disso já desencanei e comecei a ouvir Xuxa só para Baixinhos... mas ainda não gosto não rs...
  • Não vou deixa-la gostar de palhaços – foi algo parecido com a Xuxa, um dia passou dois palhaços na TV e ela disse “Patati Patata” na maior alegria, bateu palma e pulou. Acho que ela deve ter visto ou ouvido na escola, mas ela curtiu tanto que ficou mega animada. A neurose nesse caso é porque eu tenho medo de palhaço rs
  • Ela não vai chupar chupeta – depois de algumas noites sem dormir e eu achei a chupeta a invenção do século!
  • Vou ser uma mãe durona – eu tento, mas ai ela sorri e faz aquela carinha do Gato de Botas e já era a mãe rígida vai para o saco rs...

Eu não coloquei aqui aqueles exemplos do tipo "meu filho não vai se jogar no chão", "não vai gritar na rua"... porque acho que toda mãe percebeu que tudo o que falamos mal de outras mães antes da maternidade a gente paga dobrado na nossa vez né rs...

No fim, esse post foi mais uma brincadeira com essas pequenas verdades que a gente inventa, mas que na prática não funcionam. O que vale mesmo é entender que nossos filhos são pessoas únicas e que as escolhas são deles

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