quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Terríveis Dois Anos – a crise bateu na minha porta!

A Manu sempre foi uma bebezinha parcialmente tranquila, tinha seus momentos de choro e irritação, mas normalmente eu conseguia perceber que ela sentia algo como fome, sede, calor, sono e resolver a situação.

Eu não sei como é ai na sua casa, mas aqui parece que cada virada de mês alguma coisa nova acontece, ela começa a falar mais, aprende a fazer coisas diferentes e começa a apresentar algumas pequenas mudanças de comportamento.

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Quando ela completou um ano e sete meses ela parece que virou outra pessoinha, a minha bebê calma e tranquila virou uma criancinha chorona, que diz não para tudo e que parece que não lida não bem com a frustração, principalmente com os nãos dos pais.

O que são os Terríveis Dois Anos?

Esse é o nome que alguns especialistas deram para identificar uma fase de mudança de comportamento das crianças. É tipo a adolescência dos pequenos, eles estão no ápice do seu desenvolvimento e por isso precisam lidar com muitas mudanças. Essa crise pode acontecer entre um ano e meio e três anos de vida, mas pode ir até os quatro anos ou mesmo não acontecer, apesar de ser muito comum.

Li no site Guia do Bebê algo que achei interessante:

“É importante sublinhar que, neste mesmo período, algumas mudanças importantes estão ocorrendo, como um abrupto desenvolvimento cerebral. Por consequência, o aumento considerável na competência linguística, na organização do pensamento e na capacidade de exploração do mundo trazem uma percepção de autonomia e independência para tomar decisões ao seu modo”, explica Anne Tarine Veloso, psicoterapeuta especializada em Cognição e Neurociências do Comportamento.

Eu já li sobre os tais “Terríveis Dois Anos”, sabia que eles poderiam chegar, porém não sabia que eu não estava nem um pouco preparada para eles. Mesmo lendo tudo sobre o assunto em blogs e livros, conversando com especialistas e tudo mais, na prática eu estou mais crua neste assunto do que eu imaginava.

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Eu e meu marido estamos perdendo a paciência o tempo todo, brigamos com ela, falamos alto, tiro brinquedo, repreendo malcriação e por ai vai. E posso dizer do fundo do meu coração e pela minha experiência atual que você pode arrancar a “calça pela cabeça” de tanto nervoso que não vai adiantar nada. É um circulo vicioso, a gente fica desestruturado, eles percebem e vira o caos.

Estou Tentando:

Hoje eu tentei algumas coisas diferentes e posso dizer que funcionaram melhor do que os meus berros (ah, mas certamente vou dar um ou outro de novo, não sou santa):

  • Abaixei na altura da Manu, falei baixinho e com muito amor carinho em um momento de birra. Peguei-a no colo, falei sério para ela parar, ela se debateu um pouco, abracei, fiz carinho, ela chorou e se debateu mais, porém depois de um tempo se acalmou.
  • Na hora do banho ela chorou horrores, fugia e se jogava no chão, aquela velha história. Ignorei tudo, falei com carinho e comecei a cantar, fazer caretinha e falava “que banho gostoso”, virou uma brincadeira.
  • Na hora de comer ela correu para o quarto e dizia não para o papa e chorava muito. Eu resolvi tentar algo diferente, falei para assistirmos desenhos e fui falando os que ela gostava até que ela disse sim. Deixei ela assistir por 5 minutinhos, quando ela se acalmou desliguei e dei comida.
  • Bom, dar comida é um pouco relativo, coloquei o pratinho, tentei dar algumas colheradas e ela não aceitou. Comeu com a mão o pouco que queria e não briguei para ela comer e só dei pequenas advertências para as comidas arremessadas e bagunças. Ela chorou horrores, foi aquele caos, mas acho que quando é algo errado temos que ser firmes.
  • Ainda sobre a comida, junto com essa fase vem também à mudança no apetite de algumas crianças que passam a comer muito mesmo, por mais difícil que seja para você não se estresse, deixe o pequeno comer a quantidade que ele quer. Só podemos nos preocupar mesmo se eles estiverem perdendo muito peso ou mais apáticos e cansados.
  • Eu não acho que castigo adianta, tem gente que fala que coloca para pensar, deve funcionar por que muita gente faz, mas eu não gosto. Acho que a Manu está em uma fase difícil e precisa de apoio para lidar com ela, então ainda prefiro conversar, mas pode ser que eu mude de opinião.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/a-crise-dos-dois-anos-de-idade/

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