quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Maternidade depois de um câncer

Hoje eu gostaria de aproveitar esse espaço e contar a história de uma mamãe que venceu o câncer antes da maternidade e que sempre mostrou muita força e fé em todos os momentos. Hoje ela é mamãe da linda Siena e prova que alguns contos de fada terminam com lindas princesinhas...

Juliana

A Juliana trabalhava de casa e por isso naquele dia, em um momento de pausa, meio que por acaso ela assistia ao programa Bem Estar da Globo. Naquele episódio eles falavam sobre câncer de tireoide e ensinavam a fazer um auto-exame (clique aqui e assista ao programa) . Meio que sem acreditar muito ela foi ao espelho e fez o teste conforme eles explicaram, foi daí que ela descobriu que tinha um nódulo.

Ela foi ao médico, fez alguns exames e descobriu que ela tinha carcinoma papilífero, dois tumores, um de cada lado da tireoide, por isso ela teve que fazer uma cirurgia mais radical e remover completamente o órgão. Além da cirurgia ela precisou fazer um iodoterapia, um tratamento chatinho e com cuidados especiais, porém mais leve do que a quimioterapia ou a radioterapia.

Esse tipo de câncer não era algo que a impediria de ficar grávida no futuro, mas pedia que ela tivesse alguns cuidados e planejasse sua maternidade para depois do término do tratamento e da total eliminação da radiação do seu corpo, o que seria Janeiro de 2014, mas seu médico recomendou que ela aguardasse até julho para ter um cenário mais seguro.

Como a vida acontece sem planejamento, a Siena resolveu vir um pouco antes de julho e a Juliana ficou grávida de sua princesinha. Eu copiei um pedacinho de um trecho do blog dela, onde ela conta como é uma gravidez de uma pessoa sem tireoide:

“ A gravidez de uma pessoa sem tireoide é exatamente igual à gravidez de uma pessoa “normal”. O mais importante é estarmos com os nossos níveis todos regulados e com a dose acertada. Isso permite que a gravidez tenha seu curso normal, sem maiores preocupações. O perigoso é estar em hipo durante a gravidez, porque a insuficiência do hormônio pode gerar uma série de problemas para a mãe e para o bebê, como um aborto nos primeiros três meses ou um parto prematuro. O hormônio da tireoide é precioso no desenvolvimento do feto, que precisa dele para se desenvolver. Por esse motivo, é importante checar os níveis hormonais mês a mês e, junto com o seu endócrino, fazer qualquer ajuste na dose se necessário.

Isso vale não só para quem passou pelo câncer, mas para taaantas mulheres que vivem lutando contra o hipotireoidismo. Por isso é TÃO importante fazer exames periódicos e controlar a dose do remédio.

Fora isso gente, é vida normal! Não fiquem assustadas ou sofram com medo de não conseguirem ter um bebê pós-câncer, é super possível e mais tranquilo do que imaginamos quando estamos no olho do furacão! Juro!

A minha gravidez foi super tranquila, eu não sofri com muitos enjoos, passei quase a gravidez toda muito bem disposta. O finalzinho agora é que está mais punk. A barriga pesa pacas, dói as costas, os pés incham, a gente fica ofegante com qualquer 5 minutos de caminhada. Mas só fui ter esses problemas agora mesmo, na reta final. A minha baby está crescendo bem e saudável, graças a Deus e é isso que importa. E não, eu não engordei além da conta por causa da falta da tireoide, pelo contrário, acho que consegui me manter mais na linha graças ao Synthroid (eu tomo 150 até hoje, minha dose não mudou durante a gravidez)”.

Para quem quiser saber mais sobre o tema a Juliana fez um blog para contar a sua história, detalhes sobre seu tratamento e processo de cura: https://iodisseia.wordpress.com/

Eu sei que cada história é uma, mas vale saber que há muita esperança e que sempre há um final feliz, mesmo que você tenha que mudar um pouco o nosso conceito de felicidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário