segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Pais com Religiões Diferentes – Como lidar?

Antes de mais nada gostaria de dizer que esse post não tem a pretensão de dizer o que ninguém deve fazer, vou contar apenas como lidamos com essa questão aqui em casa e como eu acredito que lidaria em outras situações.

A diversidade religiosa é muito grande no Brasil, por isso tem se tornado cada vez mais comum a dificuldade de se conseguir adequar diferentes opiniões e visões na hora da criação dos filhos.

Se os pais são um casal ou não, o que importa é que quando aconteceu o relacionamento a questão da religião não foi um impeditivo para que rolasse um sentimento né? Por isso não deve ser motivo para brigas, o respeito é o primeiro passo para que consiga chegar a um ponto comum sobre qual religião (também vale que se opte por nenhuma) o filho será criado.

Aqui em casa é assim, meu marido é Católico não praticante e eu sou Kardecista, ou seja, sigo a doutrina espírita. Como sou mais atuante, decidimos que a Manu será orientada do ponto de vista da minha doutrina. Ela foi batizada na igreja Católica, mas não com o objetivo de seguir os demais dogmas, mas sim por que acreditamos que todos os templos são a casa de Deus e que esse é um lindo ritual de comunhão com Cristo.

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Pensamos muito no assunto e achamos que seria muito confuso para ela ter as duas religiões com os seus pontos de vista tão diferentes, mas ensinaríamos a respeitar e entender todas as outras. Ela poderá ser o que quiser e se pedir, levaremos para fazer catecismo, para um templo budista, para uma pregação evangélica, o que ela quiser, ela será livre para escolher seu próprio caminho quando tiver idade para isso, porém terá uma orientação inicial, mas sem nenhuma imposição.

Nas situações em que os dois são praticantes fervorosos acho que há duas opções, um pode ceder e permitir que o filho siga a religião do outro pai ou levar a criança para as duas doutrinas, onde é preciso muito diálogo para que a criança entenda as diferenças entre o que é ensinado em cada religião.

Alguns amigos que passaram por isso e não conseguiram chegar a um ponto comum decidiram seguir a linha “espiritualista”, mas sem religião, optando por apresentar suas ideologias quando seus filhos estivessem maduros para decidir sozinhos suas crenças.

Tenho um casal de amigos onde um é Ateu e o outro é da Igreja Batista, outro casal em que um é Budista e o outro Evangélico, conheço também outro em que um é Católico e o outro umbandista, tenho na família um tio Católico e uma tia Testemunha de Jeová e por ai vai, são a prova do respeito mútuo e de amor que supera todas as diferenças.

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No fim, o que vale é ensinar a criança a amar, fazer o bem, respeitar e ser justa com ela mesma e com outros, não importa qual religião ou qual ideologia você segue, somos todos parte de algo único, o nosso mundo. Seja Feliz!

3 comentários:

  1. Que lindo Andressa! Não tenho filhos, mas meu marido é de uma religião diferente da minha. Gostei muito da forma como conduziu o texto. =)

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    1. OI Aline, tudo bem? Obrigada pelo carinho. A questão da religião é muito delicada no nosso país né? Temos muita diversidade e um pouco de intolerância, por isso é tão importante ensinar amor e respeito né? Beijos

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  2. Oi Andressa, tudo bem?!
    Estou produzindo uma matéria sobre Liberdade Religiosa e estou procurando uma criança de 10 a 14 anos em que os pais são de religiões diferentes. Você tem alguém para me indicar?
    Por favor entre em contato comigo pelo e-mail ou telefone: annyarruda@tvcultura.com.br
    tel. 11 2182.3127

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