terça-feira, 25 de novembro de 2014

Minha filha bateu em alguém. E agora?

Essa semana me bateu o desespero quando abri a agenda do berçário da Alice. Lá tinha um recadinho das tias pedindo para conversar com ela pois ela estava batendo nas tias quando era contrariada e cuspindo. Meu mundo caiu.

Em casa a Alice é super amorosa. Algumas poucas vezes ameaçou bater e nós repreendemos, explicamos que não pode fazer isso, explicamos que tem que fazer carinho nas pessoas, e nunca mais aconteceu. Ela também cuspiu uma vez, quando eu estava colocando ela no carro após a escola. Na hora repreendi, expliquei que estava errado fazer aquilo, que cuspir só quando estava na pia escovando os dentes ou então quando tossia, e também nunca mais aconteceu.

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Mas e agora?! Como repreendê-la por um comportamento que não presenciamos?

Fui pesquisar sobre o assunto, e segundo o BabyCenter “pontapés, tapas e socos acabam sendo uma alternativa quando a criança ainda não consegue se comunicar bem e tem uma imensa vontade de se tornar independente”, mas é claro que nào é porque são comuns que devam ser ignorados ou aceitos, não é?

Abaixo uma lista do que podemos fazer para minimizar os impactos desse comportamento e ajudá-los a se expressarem de maneira mais amorosa:
- mantenha a calma, mesmo na hora das broncas. Gritar não surtirá efeito
- deixe os limites sempre claros. Não deixe o comportamento se repetir para dizer que não pode. Repreenda desde a primeira vez.
- mantenha firmeza e coerência na disciplina. Se ficou de castigo porque mordeu a primeira vez, deixe-o de castigo sempre que morder.
- depois que ele se acalmar converse sobre o que aconteceu, peça a ele para explicar o que o deixou tão bravo a ponto de bater no próximo. Ensine-o a lidar com a raiva de outras maneiras, falando como se sente, por exemplo.
- elogie sempre que ele se comportar bem.
- leve-o para praticar atividades. Crianças precisam gastar essa energia que acumula.

Se isso já aconteceu com você, pode acreditar: eu sei o quanto é ruim. Me senti a pior mãe do mundo ao ler o recado na agenda, como se não soubesse educar e ensinar uma criança com menos de 2 anos! Mas lendo sobre o assunto me tranquilizei, pois entendi que é um comportamento comum da idade, e que agora sim é que meu papel para orientá-la será ainda mais importante.

E com você, já aconteceu algo parecido? Seu filho bate ou já bateu nos outros? Como você reagiu? Me conta para nos sentirmos melhor juntas?

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