segunda-feira, 10 de novembro de 2014

5 dicas de educação financeira para crianças

Falar de dinheiro com as crianças nem sempre é fácil e na maioria das vezes nem sabemos ao certo quando e como fazer isso. Para mi, a criança deve entender o valor do dinheiro desde cedo. É claro que trabalho e salário não faz parte do dia a dia dos pequenos e entender esse conceito é muito difícil para eles, o valor do dinheiro não é tangível. Muitas vezes acabamos ouvindo comentários do tipo: “mas é só pegar dinheiro no banco” ou “paga no o cartão mãe”, simplesmente por que os pequenos não sabem de onde vem o dinheiro e o funcionamento do sistema econômico.

financeira

Alice ainda não fala essas coisas, porque não entende ainda o conceito de comprar. Dia desses estávamos numa loja e ela viu um Mickey de brinquedo. Foi lá e o abraçou, apertou e quando eu a chamei para ir embora ela o colocou no lugar e veio. Ela ainda não entende que poderíamos ter “trocado” o Mickey por dinheiro. Para ela aquilo simplesmente não era dela. Mas mesmo assim estou ciente de que para que ela se torne uma adulta com familiaridade com dinheiro e uma vida financeira saudável, deveremos começar a falar disso logo logo, assim que ela começar a entender.

As dicas abaixo são de Leonardo Lourenço, Superintendente de Marketing da Mongeral Aegon, que fez um apanhado super bacana com exemplos efetivos de como agir com as crianças.

Dica 1: Sai do computador e vai estudar menino!

Dar mesada não é uma forma de cobrar por boas notas. A partir dos sete anos, a criança já entende o que é uma mesada e pode começar a gerenciar quantias de dinheiro. Mas não é recomendável associar a mesada ao estudo. Ela não deve ser um prêmio por boas notas, estudar é responsabilidade da criança e ela deve entender isto.

Dica 2: O jogo dos quatro porquinhos.

Você deve ensinar seu filho sobre reserva financeira para que ele alcance objetivos de curto, médio e longo prazo. Para isso você pode adesivar quatro porquinhos de cerâmica com as palavras: investimento, doação, poupança e gastos. Gastos são objetivos de curto prazo, o que ele quer no momento, um lanche na escola por exemplo. Poupança são objetivos de médio prazo é algo que ele quer realizar em seis meses, como a compra de um brinquedo. Já a tarja ‘investimentos’ está relacionada ao longo prazo. Uma reserva financeira para a vida dele. Como poupar para um carro ou, até, para a sua aposentadoria. E, o último porquinho é o da doação. É importante que ele reflita sobre dar algo em troca sobre o que recebe.

Dica 3: O valor da conquista.

Lembre seu filho que algumas vezes ele vai ter que esperar e juntar dinheiro para comprar o que deseja. Nem sempre o dinheiro que ganhamos no mês é suficiente para realizar a compra de algo que desejamos. As crianças devem entender também que juntar dinheiro é uma forma de conseguir o que ela quer, mas para isto é necessário mais tempo.

Dica 4: Tudo que passa na TV ele pede.

Explique a diferença entre precisar e querer.Existem alguns produtos que são necessidades básicas como os de alimentação, limpeza e vestuário básico. Estas coisas são o que ele precisa. Já a propaganda infantil desperta na criança o desejo de ter e não a necessidade. Explique para ele esta diferença desde sempre.

Dica 5: A escolha é sua.

Inclua a criança em pequenas decisões financeiras no supermercado como qual fruta comprar. Educação financeira é baseada em escolhas. Muitas vezes para conseguirmos a quantia que desejamos temos que abrir mão de alguma coisa. Ele pode aprender isso em um supermercado. Separe um valor e diga que ele tem que escolher um produto com o que tem na mão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário