quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Objeto de transição – uma relação de carinho e segurança

Quando eu era pequena eu tinha um ursinho de pelúcia Petutinho que eu chamava de Blau Blau (criança dos anos 80 né rs). Eu levava meu “amiguinho” para todos os lados e eu gostava de mexer na etiquetinha dele para dormir. Ele me acompanhou até mais ou menos os meus 6 anos de vida, quando em uma mudança de casa ele se perdeu.

Petutinho

Fonte: http://edasuaepoca.blogspot.com.br/2012/09/1980-ursinho-de-pelucia-petutinho.html

Eu não sabia, mas fui descobrir recentemente que o Blau Blau foi mais que um ursinho para mim, ele foi muito importante para auxiliar no meu amadurecimento, ele foi um objeto de transição.

Objeto de transição é o “nome científico” do bichinho de pelúcia, paninho, bonequinho, travesseirinho, entre outros objetos que nossos filhos adoram e que se apegam de tal forma que lavar um desses tesouros pode ser um verdadeiro desafio.

Normalmente a criança cria esse vinculo com algum objeto no final do seu primeiro ano de vida e ele funciona como um apoio quando ela descobre que a mãe nem sempre estará por perto na hora do sono, do medo ou da angústia.

Esse objeto de suporte é muito importante para o desenvolvimento emocional da criança, porém não é essencial, nem toda criança tem um objeto de transição.

Eu sempre achei essas coisas de dormir super fofas, me lembravam o Linus, da Turma do Charlie Brown, por isso comprei uma cobertinha tipo mantinha de ursinho super fofa e a Manu não deu a menor bola, ou seja, quem escolhe o objeto é a criança e não os pais.

Isso não quer dizer que nós não podemos sugerir né? Existem ótimas opções no mercado de objetos que podem ajudar nessa fase. A loja Pijama Divertido se dedica justamente a fazer um produto que tenha essa função, eles vendem um kit com um pijama e um bonequinho de pano (sem botões, zíperes e nem nada do tipo, super seguro e fácil de lavar) e que usa um pijama igual ao do seu filho.

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A Manu chama seu bonequinho da Pijama Divertido de Nanar (sim, esse objetos tem nome próprio rs, lembra do meu Blau Blau?) e quando está com sono ela me mostra o seu amiguinho. É como se ela dissesse “quero descansar mamãe” e o Nanar passou a ter esse significado, ele é a referência dela de soninho.

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O mais importante é termos em mente que é super saudável que a criança tenha um suporte emocional em um objeto. Ele é mais que algo, ele tem o cheirinho da sua casa, da mamãe, ele traz conforto e segurança. Por isso, alguns especialista sugerem que só lavemos a peça se for essencial, para manter essa proximidade com a memória emocional relacionada aos odores conhecidos do bebê.

Outro ponto importante é você saber que uma hora você vai esquecer o objeto em casa em uma viagem ou perdê-lo, esteja preparado para enfrentar um pouco de choro, dificuldade para dormir ou manha, tudo isso é normal. Essa pode ser a oportunidade de trocar de objeto ou exclui-lo de vez da rotina, muito diálogo e paciência nessa hora amigos!

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Como tudo na vida é preciso perceber quando o apego do seu filho começa a passar do limite e precisa de uma atenção de um especialista. No caso das crianças que sentem necessidade de ficar mexendo em uma parte do corpo da sua mãe, vale começar a diminuir o hábito e se a criança for resistente converse com um especialista, pode ser que ela não tenha superado a percepção de que a mãe é outro individuo e esteja com dificuldades para lidar com a separação.

Não existe a idade certa para largar o objeto, alguns especialistas sugerem que entre os 3 ou 5 anos a criança já está preparada para seguir em frente. Caso o hábito perdure mas não atrapalhe a vida social do seu filho, não gere bullying ou nada do gênero, deixe que seu pequeno decida sozinho quando é o momento de parar. Porém, se houver uma dependência muito grande ao ponto de atrapalhar a vida do seu filho, é hora de procurar um especialista também.

E nunca, nunquinha jogue o objeto fora, essa decisão é do seu pequeno, ele sozinho deve decidir quando está pronto para enfrentar o mundo sem seu amigão. Não se preocupe, a maioria de nós passou por isso e está aqui, um adulto que não precisa mais da sua naninha, mas que lembra com carinho do seu objeto. Tudo dará certo!

fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/os-melhores-amigos-do-bebe/
           http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Desenvolvimento/noticia/2014/06/10-coisas-que-voce-deve-saber-sobre-objeto-de-transicao.html

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