sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O dia das crianças, as datas comemorativas e sua abordagem pela família e a escola

Por Lilian Tavares

O post de hoje é um convite para o debate. Quero aproveitar a passagem do dia das crianças na semana passada e a costumeira discussão sobre comprar ou não comprar presente para os pimpolhos nesta data para tratar de uma questão que não há consenso nem mesmo entre os educadores: Como trabalhar com datas comemorativas?

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É muito bacana quando família e escola compartilham dos mesmos ideais e é importante saber que nem todas as escolas trabalham da mesma forma quando o assunto é calendário. Dessa forma, este também deve ser um critério a ser observado na escola dos nossos pequenos.

Crescemos acostumados a celebrar na escola todas as datas comemorativas do ano e a ganhar uma lembrancinha em todas elas, como acontecia na Páscoa, no dia das crianças, dia das mães, dos pais e por aí vai... Muitas vezes, a real motivação para que aquele dia fosse especial era esvaziada e o foco acabava sendo sempre no presentinho. Aí crescemos e continuamos fazendo a mesma coisa: aquela corrida desenfreada ao shopping para “marcar presença” nestes dias que o comércio nos faz acreditar que sejam tão importantes.

Há escolas que, assim como muitas famílias, optam por proporcionar atividades diferenciadas, como tem acontecido no dia das crianças. Assim, privilegiam uma brincadeira a um brinquedo ou um passeio no lugar do jogo novo de vídeo game. Penso ser essa uma escolha muito acertada, já que nos dias de hoje valorizam-se, muitas vezes, as coisas e não as pessoas.

As diferentes formas de construção de família também têm feito com que muitas escolas repensem datas como “Dia das mães” e “Dia dos pais”, em respeito àquelas crianças que não estão inseridas no formato familiar “pai+mãe+irmãos+cachorro”. As práticas pedagógicas modernas também questionam outras comemorações como o dia do índio e a festa junina, por exemplo. Como disse, é importante sempre saber o que pensa a escola de seu filho sobre o assunto e como ele é abordado junto às crianças.

Enfim, o tema é polêmico mesmo. Não incentivar o consumismo é bom, mas trocar presentes também é. Como em todas as situações, o que deve prevalecer é o bom senso e o que a família decide para a educação de seus filhos.

 

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