segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Atenção à certificação do Inmetro ao comprar brinquedos

Vocês sabiam que os brinquedos estão em 4º lugar na lista do Inmetro de produtos causadores de acidentes de consumo em 2014, atrás apenas de eletrodomésticos, utensílios domésticos e embalagens? Quando recebi essa informação do Hospital São Luiz, fiquei abismada!

Para verificar se o presente que você está comprando é seguro, verifique se ele é certificado pelo Inmetro, sejam nacionais ou importados. Para obterem o selo do Inmetro, eles passam por testes: de impacto (que verifica o surgimento de partes pequenas ou cortantes em caso de queda), de mordida (que avalia se ele pode gerar partes pequenas, pontiagudas ou perigosas quando arrancadas com a boca), químico (que analisa a presença de substâncias nocivas à saúde), de ruído e até mesmo de inflamabilidade.

Essa garantia é válida para brinquedos originais, mas há casos de brinquedos falsificados, cópias ou mesmo importados irregularmente, principalmente vendidos em mercados informais, que podem estar fora do controle de qualidade exigido pelo Inmetro. Nesse sentido, os pais devem estar atentos e propensos a adquirir somente brinquedos que possuam o selo de certificação, em lojas legais e, preferencialmente, com tradição de vendas desses itens.

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“É muito importante ter a certeza que o brinquedo possui o selo de certificação compulsório, pois isso é uma garantia de que o produto não oferece riscos aos pequenos. Nossa recomendação é para os pais adquirirem brinquedos com embalagens intactas, e que eles leiam as instruções e retirem o produto da embalagem para as crianças brincarem”, observa a Gerente de Certificação de Puericulturas da TÜV Rheinland do Brasil, Maria Lucia Hayashi.

Outra informação super importante a ser observada é a recomendação de idade. Em alguns casos, os pais ou familiares acreditam que a criança é muito desenvolvida e optam por comprar presentes que não são adequados a sua idade.  Eu mesma já fiz isso. Bloquinhos de montar com indicação e idade 3+ sempre me pareceram ideais para a Alice (que tem menos de 2 anos). O Dr. Rodrigo Felgueira, pediatra do Hospital São Luiz, explica que “a idade não tem nada a ver com a maturidade cerebral, mas com a segurança/risco que o brinquedo pode trazer”.

Ao manipular brinquedos “inadequados” a sua faixa etária, a criança pode ter uma série de problemas, como contaminação de olhos ou boca, além de intoxicação, no caso de massinhas de modelar. Em casos extremos, pode haver obstrução intestinal, uma vez que estes produtos não são digeríveis.

Outra complicação – de aspiração de um corpo estranho - é ainda mais comum e normalmente ocorre em crianças com idade pré-escolar, entre 2 a 5 anos. “O principal caso é a bronco aspiração, quando a criança coloca um objeto bem pequeno (do brinquedo) no nariz e ele se acumula numa região do pulmão, onde pode ficar por semanas ou meses. Às vezes, ela nem engasga. O objeto passa pela laringe, vai para o pulmão e lá permanece”, explica. Por aqui estamos numa fase que Alice leva tudo para a boca ou nariz. É o tempo todo dizendo “Alice, tira isso da boca. Alice, tira isso do nariz, é perigoso filha”.

Se isso acontece, a criança pode apresentar pneumonia e bronquite de repetição, pois as bactérias se aglomeram em volta do objeto. O diagnóstico é clínico e costuma ser bem difícil. “Porém, após diagnosticado, o tratamento é simples e consiste na realização da broncoscopia, que retira o corpo estranho”, completa Felgueira.

Para evitar esse tipo de acidente em casas com crianças de diferentes idades, o ideal é separar os brinquedos dos mais velhos. As crianças são muito rápidas e podem se machucar ainda que haja a supervisão de um adulto na brincadeira. Vamos ficar atentas mamães!

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