segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Nova Relação com os Avós

Eu descobri com a maternidade que não existe nenhuma regra, mas existem certos hábitos que vemos as mães repetindo que podem mostrar uma mudança de comportamento. Ultimamente tenho reparado na relação das mamães e dos avós e percebi que houve grandes mudanças, principalmente no papel da matriarca da família.

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Ps: Esse é o meu avô gente, achei que ele tinha mais cara de vovô rs… os avós de hoje são muito novos rsrs.

Antigamente as avós eram as principais detentoras do conhecimento, por isso a maioria das orientações sobre o cuidado com os filhos vinha delas e eram para elas os telefonemas ou visitas na hora da dúvida ou do desespero, desde uma febre alta até a falta de apetite do pequeno. Vivíamos do comportamento replicado, nossas bisavós ensinaram nossas avós que ensinaram nossas mães.

Acredito que é daí que venham as simpatias como fitinha vermelha na testa para o soluço, água com açúcar para acalmar, xixi no formigueiro para parar de fazer xixi na cama, passar álcool na sola dos pés para febre, entre outras inúmeras práticas da sabedoria popular.

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Porém, a minha geração (dos 30 anos, com variações para mais e menos) já mostra que precisa de mais informações e da ajuda da opinião de um especialista para superar as ansiedades e lidar com as preocupações da maternidade. Na escola, fomos ensinados a questionar sempre e passamos a ter acesso a muita informação de forma rápida com a internet, por isso não conseguimos acreditar que nossas mães que passaram por isso há anos, seja as únicas detentoras da informação.

Esse choque tem gerado muitas crises em algumas famílias, pois as avós (e avôs também) querem compartilhar o que aprenderam e o que fizeram, mas acabam se frustrando e batendo de frente com a resistência das filhas e noras que só seguem o que seu pediatra ou outras mães de sua idade que passaram por isso recentemente indicam.

Quantas de nós dissemos que não daríamos doces e um vô ou vó foi lá e deu ou questionou sua decisão dizendo que eles deram para os filhos e estão todos ai fortes? Começa então um embate entre a experiência e a as decisões dos novos pais, que seguem outro modelo de criação.

Eu amo minha mãe e minha sogra, elas são pessoas muito queridas que me ajudam muito, porém desde a primeira febre da Manu não foi para elas que eu liguei, foi para pediatra. Não faço isso por mal ou por desmerecer o conhecimento delas, eu simplesmente cresci em uma geração que foi ensinada que cada um ocupa o seu espaço, e nesse caso, o cuidado com a saúde é trabalho do pediatra.

Também acredito que muita coisa mudou de 30 anos para cá como os hábitos, descobertas da pedagogia, novos produtos, serviços - e outros. É por isso que acabo buscando um blog ou um grupo de mães para tentar pedir um conselho sobre uma atitude que devo tomar diante de um comportamento e não para as minhas queridas matriarcas.

Vô e vó para mim é tradução de amor e carinho e acredito que como eu, muitas mães confiam 100% que com eles nossos filhos estão seguros e bem cuidados. É para eles que eu ligo quando preciso que alguém fique com a Manu ou que me ajude a cuidar dela. É a mãe da Thiara que ajuda a cuidar da Alice enquanto ela trabalha e que cuida das duas quando é preciso.

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Para mim, vô e vó são anjos da guarda que nos ajudam sempre que precisamos, por isso, entendo que essa mudança de comportamento é apenas parte da nossa evolução, mas que no fundo no fundo, sempre corremos para os nossos queridos pais e mães quando a coisa aperta.

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