sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Primeiros 1000 dias do seu filho

Em 16 de setembro, a Nestlé e a Revista Crescer realizaram um bate-papo sobre os primeiros 1000 dias do seu filho, que compreendem desde a gestação até os 2 anos de idade da criança. Os palestrantes foram o dr. Jayme Murahovschi (pediatra, membro da Academia Brasileira de Pediatria) e Luciana Mello (cantora e mãe do Tony, 8 meses, e da Nina, 5 anos), mediados pela Jornalista Paula Perim.

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Um espaço brincar com monitores foi criado para que as crianças pudessem brincar enquanto suas mães assistiam a palestra:

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Eu e a Thiara pegamos os nossos bloquinhos de anotações e saímos anotando loucamente tudo o que podíamos para dividir com vocês o que aprendemos.

O dr. Jayme iniciou o bate-papo falando da importância da alimentação saudável e de como as doenças podem prejudicar a qualidade de vida, por isso a preocupação com os maus hábitos atuais.

Ele inclusive comentou que 50 anos atrás, quando começou a atuar na pediatria, a maior preocupação dos pais era “Meu filho não come”, e que hoje, como já sabemos que a criança não precisa comer tanto, e temos novos e melhores hábitos alimentares, a grande preocupação passou a ser “Meu filho não dorme”.

Ele respondeu perguntas sobre os seguintes temas:

1) Rotina do sono

· O pediatra destacou que até os seis meses o bebê possui uma livre demanda para se alimentar, o que interfere no sono, porém após essa idade ele deve entrar em uma rotina.

· Evitar que o bebê adormeça no seu colo. Imagine que você dorme no seu sofá e acorda na sua cama sem saber como foi parar lá? É assustador, e o mesmo acontece com o bebê, gerando os choros noturnos.

· Quando o bebê chorar, espere um pouco, tente deixá-lo se acalmar sozinho. De depois de alguns minutinhos isso não acontecer, você pode ir até ele.

· Nossa agitação ao chegar do trabalho e ainda querer curtir os filhos pode atrapalhar essa rotina.

· Seja firme, não se derreta por conta do choro do bebê. Uma mudança de hábito pode gerar alguns dias de choro, mas renderão anos de tranquilidade.

· O sono é importante para toda a família.

A Luciana Mello comentou que o ritmo de sono de cada um de seus filhos é completamente diferente. Enquanto um dorme mal o outro dormia bem na mesma fase. Ela ainda brincou falando que todo mundo acha que vida de filho de artista não tem a rotina, mas que a vida dela não tem, mas a dos filhos tem sim.

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Finalizaram o tema com a frase “Rotina sem Paranoia”.

2) Quando é a hora de tirar o bebê das fraldas, chupetas, mamadeiras...

· Quando a criança estiver madura o suficiente para conseguir entender e se comunicar, sem preocupações se isso demorar um pouco para acontecer.

· Dr. Jayme destacou que a habilidade de aprendizado da criança acontece durante o dia, mas os treinamentos não funcionam a noite. Por isso é mais fácil tirar a fralda do dia do que a da noite. É normal que o desfralde noturno se estenda até os 5 anos com as meninas e os 6 com os meninos.

3) Por que nossos filhos ficam tão doentes nessa fase?

· Podem existir milhares de explicações, entre elas a entrada na escola, o convívio com outras crianças ou o irmão mais velho que já frequenta a escola.

· A imunidade aumenta aos três anos.

· Se possível, a idade ideal para criança ir para escola é aos dois anos. Não se deve retardar a entrada na escola mais que isso, pois a escola é importante para a criança.

Luciana Mello disse que essa história de que o segundo filho é mais fácil é a maior balela. Cada criança é única e os problemas ou facilidades que você enfrentou com um, não necessariamente você enfrentará com o outro.

4) Parar de trabalhar e viver só para os filhos, ajuda na formação das crianças?

· Sim, é ótimo para a criança que ela tenha mais tempo com sua mãe, porém tem o efeito contrário se essa relação for de “grude”, o que atrapalha na independência do pequenino.

· É essencial? Não! A mãe que trabalha fora não precisa sentir nenhum tipo de culpa, pois a separação por alguns momentos é ótima para criança.

· A ansiedade de separação é maior para mãe do que para criança.

E finalizaram a discussão com a frase “Você é a melhor mãe que seu filho pode ter”.

5) Como lidar com a birra

· Até um ano de vida as crianças não sabem se expressar

· Quando completam um ano, a necessidade independência converge com a segurança do bebê, que se frustra quando não pode realizar algo e libera a birra.

· A solução proposta: ignorar e quando acabar o “show” não cante vitória e diga “ já acabou?”, continue ignorando o que aconteceu e mude de assunto.

· A birra costuma durar de 1 até os 4 anos, caso passe dessa fase é importante buscar um psicólogo.

Luciana Mello contou que age da seguinte forma: quando seus filhos fazem birra em casa ela ignora, e se é na rua ela pega a criança sem brigar, coloca no carro e vai embora, sem dizer nenhuma palavra. Ela deixa o filho perguntar porque foi embora e explica que o motivo foi a birra. Ela disse que fez isso uma vez e que funcionou.

6) O uso de eletrônicos

· Pode com moderação, por estimular menos que uma brincadeira.

Luciana Mello contou que evita ao máximo o uso desses aparelhos e tenta criar sempre brincadeiras novas e criativas.

7) Alimentação

· Ideal é o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e depois entrar com os outros alimentos.

· Não há nenhuma contraindicação de começar um pouco antes, aos 4 meses a papa de fruta e aos 6 meses a salgada, porém antes dessa idade faz mal para o bebê.

8) Evacuação

· Até os 2 anos de vida é normal que a criança tenha alguns episódios de prisão de ventre por conta da imaturidade do tubo digestivo. Até 4 dias não precisa se preocupar!

9) Refluxo

· O pediatra brincou que estamos vivendo na época da “refluxomania”, todos os bebês tomam um monte de remédio ou tomam leites engrossados, quando muitos não têm nenhum problema.

· Quando a criança não ganha peso ou têm episódios de sufocamento é que pode ser considerada uma doença e precisa ser tratado.

10) Alimentação: meu filho não pode comer besteira nuca?

· Ele sugere que na rotina do dia a dia o bebê e a criança comam apenas alimentos saudáveis.

· Pode liberar sem excesso nas festas e combinar um dia da semana onde a criança poderá comer algum quitute mais gordinho.

11) Meu filho só quer comer com a mão, mas tenho medo dele não se alimentar direito!

· Ele sugere que as mães deixem que seus filhos comam sozinhos e vá ajudando com a colher, se ele aceitar. É extremamente importante para sua independência e ele irá comer o quanto deseja, não se preocupe.

Luciana Mello encerrou o bate-papo dizendo que ser mãe era o melhor projeto que ela já realizou na vida, mais que todos os seus CDs ou DVDs.

Tivemos ainda a oportunidade de conhecer melhor alguns produtos e saber mais sobre a nova linha de comidinhas prontas da Nestlé:

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No final os participantes do evento ganharam uma bolsa com amostra dos produtos Nestlé e com um exemplar da Revista Crescer.

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