segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Questionar sempre: erro médico!

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Fonte: Getty Images

Se há uma coisa que deveriam ensinar as mamães na escola é como lidar com as inúmeras gripes, febres, tosses que os bebês passam nos primeiros anos de vida. Ficamos muito suscetíveis às opiniões dos médicos de PS ou pediatras de última hora.

Eu e meu marido somos bem alérgicos e a Manu já nasceu com muita facilidade para ficar gripada. Foram inúmeras visitas a Prontos Atendimentos e ligações noturnas para pediatra. Para vocês terem uma ideia, as crises eram tantas, que até os seis meses de vida, a Manu fez três vezes o exame para saber se ela tinha meningite (aquele que tira líquido da medula).

Porém, ultimamente fui perdendo um pouco o medo de questionar o diagnóstico dos médicos e pensar se aqueles medicamentos receitados eram realmente o que a minha filha precisava. Graças a Deus!

O erro médico

Meu marido ficou bem gripado e uma semana depois a Manu também ficou bem doentinha. Foram três dias de febre e grande congestão nasal. Eu por coincidência também tive sintomas similares. No terceiro dia de febre, fomos eu e meu bebê ao PS de um hospital de renome. Lá me diagnosticaram com amigdalite e a Manu com “alergia”, receitando 10 dias de um antialérgico famoso.

Eu achei muito estranho, como uma casa onde havia um quadro da família inteira doente e uma bebê com febre, poderia ser só alergia? Fiquei repesando a consulta e me lembrei que a médica havia dito “vou seguir o diagnóstico do médico anterior, acho que é alergia”. Dois meses antes eu havia passado no PS com a Manu, pois ela estava com uma tosse prolongada e o médico indicou como alérgica. A médica que me atendeu não analisou o quadro atual, se baseou no anterior.

Eu fiquei na dúvida, mas não dei o antialérgico. A febre passou, mas a Manu não melhorou muito, ela ficou bem prostrada (quando o bebê não brinca, fica mole, desanimado...). Três dias depois da visita ao PS, estava dando o jantar da Manu quando do nada ela ficou com os dedos e a boca roxinhos e com dificuldade para respirar. Corri para o PS de novo! Ela estava com um pico de febre repentino e precisou ser medicada. O médico daquele atendimento pediu um Raio X e hemograma, o resultado: Pneumonia atípica.

O médico ainda me deu um alerta: bebê prostrado sem febre preocupa mais do que o bebê molinho de febre.

Enfim, a Manu foi vítima de um equívoco ou erro médico. Ela ainda não tinha pneumonia na primeira visita, mas como não houve um direcionamento correto, o quadro piorou. Perguntei se o fato de não ter dado o antialérgico tinha sido o problema e o médico disse que não, pois ele não conseguiria resolver o quadro.

Fato é que precisamos ficar muito alertas, pois nesses momentos de preocupação acabamos aceitando tudo que nos dizem e ficamos meio perdidas. Questionem o diagnóstico, a necessidade de um exame (maios um raio X?), fiquem de olho da medicação administrada pelo enfermeiro e seja crítica mesmo, a vida dos nossos bebês vale sairmos por chatas vez ou outra.

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