quinta-feira, 22 de maio de 2014

Berçário/Escolinha ou babá?

Antes mesmo de o bebê nascer, toda mãe se pergunta, e agora José? Escolinha ou babá? O que eu faço? E agora quem poderá me ajudar?

Bom, nem o Batman, nem o Chapolin Colorado e nem a Liga da Justiça inteira vai conseguir responder essa pergunta, só você mesma.

Custos:

• Uma escola mediana em São Paulo pode ter custos que variam de R$500 a R$2.500 (além das públicas). Em um bairro de classe média alta, esse valor fica em torno dos R$900 para meio período e R$2000 para o integral. Esse valor vai variar de acordo com a região que você mora e com a sua exigência em relação à instituição. Por exemplo, se você quer uma escola bilíngue, você vai ter que se preparar para gastar um pouco mais. Vi uma que custava R$3.500,00 para criança ficar das 8h às 15h (logo desisti).
• O custo de uma babá varia muito também, mas fiz uma pesquisa aqui no prédio. O valor vai de R$1300,00 a R$2.000. Babás que dirigem, estão estudando ou que possuem formações acadêmica, as chamadas tutoras, podem ganhar de R$4000,00 a R$5000,00.

Bom, na minha avaliação pessoal sobre a escola e quando ela é a melhor opção:

• Quando pelo menos um dos pais da criança trabalha em um local ou em uma área que permite sair no horário quase todo dia. Isso pq as escolas particulares cobram multa por atraso (exceto situações que todos os pais estão enfrentando, como um congestionamento) e elas são uma empresa tbm, tem horário para abrir e fechar.
• Se vocês não tem horário certo mas tem um cuidador que pode buscar.
• Criança adora ficar com criança, é ótimo para quem tem filho único aprender a dividir e interagir socialmente, já que as famílias cada vez menores ou a vida em prédios acaba nos afastando de outras crianças.
• Os primeiros anos pedem atenção total para que a criança não se envolva em situações de perigo e a escola é um local seguro e mais preparado.
• Escola tem rotina o que é ótimo para formação da criança e para o entendimento das regras.

Principais Pontos Negativos em minha opinião:

• A escola é ótima para intercâmbio de vírus e bactérias. Não são todas as crianças, mas a maioria fica doente assim que entra na escola e o quadro se repete por pelo menos alguns bons meses e até anos.
• Bateu uma febre na criança você tem que ir buscar. Rolou greve de ônibus não tem aula.
• Cada escola tem uma regra, mas normalmente elas têm férias duas vezes por ano. As públicas que conheço não fecham por tanto tempo, mas misturam as turminhas de crianças maiores e menores nessa épocas. As particulares fechar e por alguns períodos oferecem um tipo de curso extra, o de férias. Em julho você pode pagar esse extra, ou seja, além da mensalidade você paga a taxa de curso de férias, mas pelo menos continua tendo o cuidado do seu pequenino. Porém em dezembro eles fecham mesmo, ficando de 15 a 20 dias fechados normalmente, oferecendo em janeiro mais um mês do de curso de férias somado a mensalidade.

Quando eu acho que a babá é melhor:

• Quando os pais não tem horário certo para sair do trabalho;
• Quando os pais não tem nenhum outro cuidador que more na cidade que possa ajudar a buscar a criança;
• Se os pais trabalham em empresas mais competitivas ou rigorosas, pois chefe não costuma ter paciência com a saída mais cedo para buscar o filho com febre, três dias de falta por causa de uma pneumonia e por ai vai;
• Se os pais querem evitar que o filho fique doente com frequência;
• Se para os pais é importante que alguém fique o tempo todo junto da criança;
• Quando os pais têm ou pretendem ter mais de um filho. É muito difícil cuidar de crianças com idades próximas sozinho.

Principais Pontos Negativos em minha opinião:

• A criança deixa de conviver com outras crianças;
• O bebê se apega a babá como se ela fosse um membro da família, na hora de um desligamento o sofrimento da criança é bem grande;
• Funcionário tbm falta, tbm fica doente, tbm tem família, enfim, uma hora ou outra, você acabará se ausentando do trabalho, não tem jeito;
• Achar uma babá não é fácil, principalmente se você mora em uma cidade onde não tem muitos conhecidos.

Como escolher uma escola?

Bom, separa um tênis bem confortável e se prepara para andar! Eu visitei 8 escolas, muitas com a Manu no colo.

• Pergunte no seu prédio, na sua rua ou no ponto de táxi mais perto da sua casa: Você conhece alguma escolinha? Os taxistas sempre acabam levando crianças com suas mães vez ou outra e sabem dizer quais escolas são mais queridas.
• Fica de olho nos uniformes que os bebês ou pequeninos estão usando. Não tenha vergonha, no mercado, na lojinha, viu uma criança com uma roupinha, pergunta para mãe onde ela estuda, se ela gosta da escolinha.
• Bom, separou a sua lista de escolas? Ótimo! Agora é hora de visitar. Pontos que você tem que avaliar:

o É fácil de parar o carro para pegar seu baby?
o Tem segurança na porta?
o Onde fica o berçário tem escada? Se tiver, tem proteção que impede que a criança caia?
o Limpeza? É bem importante que as profissionais não usem sapatos nos ambientes em que os bebês engatinham.
o Quantas cuidadoras por criança?
o Quantas crianças no berçário? Mais que 18 é bem complicado.
o Tem banho de sol?
o Qual a pedagogia que eles utilizam? Mesmo no berçário é importante que haja um método.
o Você precisa levar a papinha ou eles oferecem? Para mim, se eu tivesse que fazer papinha (qdo trabalhava) eu estava perdida. Optei por uma escola que oferece.
o Tem agenda? A Manu estudou em uma escola que não tinha e eu achava bem ruim não ter um histórico mais claro sobre o dia a dia dela. É bem importante.
o Como funciona o quarto do soninho? Só duas escolas que visitei tinham uma pessoa que ficava sempre no quartinho. Isso é super importante, uma questão de segurança. Graças a esse cuidado que em um episódio em que a Manu sufocou dormindo por causa do refluxo, o fato de ter alguém no quarto garantiu o rápido socorro.
o Quais os cuidados caso o bebê tenha refluxo? É importante que eles tenham travesseiros anti-refluxo e outras saídas para o problema. Na escola da Manu eles tem uma cama que fica inclinada para os casos mais graves (tipo a Manu), além de usarem o bebê conforto.
o Pense a frente. Eu coloquei a Manu na escolinha com 4 meses, mas quis saber tudo o que a escola ofereceria até a hora que ela tivesse que sair. Desde atividades físicas, idiomas, como eram as brincadeiras, a qualidade e segurança dos brinquedos e tudo mais.
o O item mais importante: olhe a carinha das crianças que estão lá. Se você perceber rostinhos felizes, você pode ter certeza que ali é um bom ambiente.

Informação Extra: Quando o bebê entra na escola, vocês dois fazem uma adaptação que dura uma semana ou mais, depende mais do seu desapego do que da criança normalmente. Normalmente, nos primeiros dias você fica o tempo todo com o pequenino, vai se ausentando por períodos e depois fica na escola, mas não perto dele. Olha o primeiro dia da Manu:



Fonte: acervo pessoal

Como escolher uma babá?

Eu nem sei como escolher uma, ainda não tive essa experiência. Porém, se fosse contratar uma, acho que buscaria alguém de minha confiança por meio de indicação. Eu acho melhor quando essa pessoa te ajude desde o nascimento do sue bebê, pois assim você poderá construir a rotina da criança junto com ela e de conhece-la um pouco melhor.

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