segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Papo de Especialista - Depressão pós-parto: o que precisamos saber?

Desde a gestação é sabido que a mulher passa por diversas mudanças, desde as físicas e hormonais até sociais e emocionais. Já falamos anteriormente sobre o baby blues – aquela alteração na condição emocional da mãe que lhe traz tristeza, irritabilidade, indisposição dentre outros sintomas – e que nem sempre é reconhecido pelas pessoas próximas como um sofrimento de fato.

Para além do baby blues, temos ainda que falar da Depressão Pós-parto (DPP), um quadro mais intenso em relação à sintomatologia e significativo na perda de qualidade de vida da mãe, do bebê e das pessoas que lhe cercam. A intensidade dos sintomas da DPP em relação ao baby blues é muito maior.


A DPP acomete cerca de 10 a 20% das mulheres, sendo considerado qualquer episódio depressivo que ocorra após as semanas ou meses do nascimento do bebê. Os sintomas incluem: humor deprimido, perda de prazer e interesse nas atividades, alteração do peso e/ou apetite, alteração do sono, sentimento de inutilidade ou culpa e até mesmo pensamentos de morte ou suicídio.

Muitas vezes também há um quadro de ansiedade grave combinado ao quadro de Depressão Pós-parto, o que desmistifica um pouco a ideia de que a pessoa deprimida somente se apresenta com as características de tristeza absoluta.

A DPP é um quadro com intensidade de moderada a grave e quanto mais cedo for diagnosticado, melhor será a recuperação da mãe, assim como a construção de uma relação mais saudável desta com seu bebê. O auxílio da medicação é fundamental.

Sabe-se o quanto é difícil organizar a nova rotina em casa a partir da chegada do bebê, “sair para se cuidar” é sempre mais difícil, mas no caso de Depressão Pós-parto não há tempo a perder, o cuidado à mulher será imprescindível para que ela recupere sua condição emocional, previna a cronicidade da Depressão e consiga construir uma relação saudável e favorável com seu bebê e as pessoas próximas a ela.


Como fica a relação mãe-bebê, na Depressão pós-parto?

É muito difícil para a mãe que está com depressão, estabelecer uma relação com o bebê que seja saudável. Isso porquê dentre os sintomas da depressão pós-parto, há necessariamente uma tristeza profunda, e quando triste, a mãe fica voltada para si mesma, não sendo possível a interação ou “troca” no relacionamento com o bebê.

Muitas vezes não consegue “enxergar” o bebê, ou seja, reconhecer o que ele precisa e corresponder a estas necessidades. Mas é muito importante saber que isso não é por falta de amor ou de preocupação, mas são os sintomas da Depressão Pós-parto que a impedem de vivenciar este momento da maternidade com todas as suas exigências.

E o que seriam essas exigências? O bebê de certa forma exige da mãe o cuidado, a atenção, o carinho, além todas as tarefas básicas para sua sobrevivência: a alimentação, a higiene, a proteção das trocas de fraldas, banhos, roupas, etc. Não é uma tarefa fácil por si só, com a Depressão Pós-parto então, tudo isso fica muito difícil, quando não, impossível.


O que é preciso fazer para melhorar?

Dois cuidados são fundamentais neste processo para que a mulher consiga se recuperar e sair deste quadro. Primeiramente o apoio tanto do companheiro – quando há um companheiro – como da família. É importante que a informação sobre este quadro seja clara para que as pessoas ao redor da mãe possam oferecer-lhe ajuda, sem julgamentos de qualquer tipo que seja. Como falamos anteriormente, a Depressão Pós-parto é um quadro psicológico e psiquiátrico, portanto não é uma escolha da mãe. Ela não quer ficar deprimida!!

O segundo ponto que precisamos falar é sobre a procura dos profissionais psicólogo e psiquiatra. O psicólogo irá trabalhar as possíveis causas e questões emocionais que podem ter favorecido que o quadro se instalasse, bem como todas as necessidades que estejam presentes, auxiliando a mulher a encontrar suas próprias respostas para o enfrentamento e saída deste quadro. Já o psiquiatra irá trabalhar atenuando e extinguindo os sintomas que a Depressão traz, através de medicação. São dois cuidados que são diferentes, porém complementares. Ambos são fundamentais no tratamento deste quadro.

Além disso, há também grupos de apoio às mulheres com DPP, os quais podem ser muito favoráveis no processo de melhora. Todo tipo de ajuda que for entendido pela própria mãe como algo possível de ajuda-la, deve ser considerado. A ajuda profissional, familiar e social será muito importante neste contexto, é quase que um trabalho “de equipe”. Não deixe de procurar e não deixe para depois!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Problemas com amamentação? Você já ouviu falar em relactação/translactação?

Eu sempre conto que quando a Manu nasceu, após 6 dias de fraldas sem xixi e de uma intensa desidratação, tivemos que entrar com leite artificial por recomendações médicas. Como muitas mães eu fui relutante e fiquei imensamente frustrada com o fato da mamadeira ter ganhado a batalha.

Eu tentei quase tudo o que me disseram, mas eu não tive sucesso e depois de três meses de vida a Manu recusava o meu peito. Era só ameaçar oferecer que ela abria o berreiro que só cessava com a chegada da bendita mamadeira.

Esse momento desesperador com o médico de um lado dizendo que seu bebê está perdendo peso e você tendo que abrir mão da amamentação exclusiva não precisa terminar sempre do mesmo jeito. Existem técnicas e muitos profissionais mais preparados para o aleitamento e vale cada centavo uma consulta com um especialista.

Uma técnica bastante indicada, mas ainda pouco conhecida para todos nós é a relactação. A amamentação está diretamente relacionada com os estímulos recebidos com a sucção dos bebês que enviam para o nosso cérebro o comando de produção de leite. Porém, o tempo do corpo de cada muito mulher é muito diferente e talvez a gente precise de ajuda para entender quais soluções podem nos auxiliar.


Foto: Do Instagram da atriz Barbara Borges amamentando o seu filho

Para alguns casos a técnica de relactação pode ser uma saída. Uma sonda do tipo nasogástrica (daquelas fininhas de hospital) é fixada, com fita hipoalergênica no nosso mamilo e a outra ponta é mergulhada em um recipiente com leite (pode ser o humano obtido em banco de leite ou o artificial, mas tem muita discussão entre as duas opções).

O bebê vai receber o alimento que precisa sem necessariamente deixar o peito de lado, vai continuar estimulando a mama da sua mamãe, aumentando a produção dos hormônios responsáveis pela produção do leite materno, sem a necessidade de introduzir o bico artificial da mamadeira.
Interessou-se? Procure seu pediatra ou especialistas em amamentação que poderão auxilia-la a entender se seu caso e se for necessário, introduzir por um período a técnica até a sua rotina se normalizar.

Fonte: http://bebe.abril.com.br/gravidez/relactacao-conheca-a-tecnica-que-torna-possivel-voltar-a-amamentar/

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Enxoval no exterior (no meu caso Miami) – post atualizado

Quando eu escrevi esse post ele ficou muito grande, mas confesso que não consegui diminuir muito o conteúdo. Acho que todas as dicas são tão úteis que vale a pena ler tudo.

A primeira etapa da viagem é decidir o destino. Decida a cidade para onde você vai pensando nos passeios que você pode intercalar com as compras. Eu fui para Miami e fiz uma viagem exclusiva para compras e confesso que fiquei um pouco triste por não ter passeado um pouco.

Se for o seu primeiro filho e você vai junto com seu parceiro (a), aproveite o máximo que puderem para passar um tempo de diversão e passear muito. Vocês terão pela frente alguns meses sem essa chance.


Miami é uma cidade linda e ótima para compras, eu amei, me diverti com seu estilo meio Cuba meio América, mas não voltaria. Achei a cidade muito organizada, cheia de lojas incríveis e lugares para dar uma volta. Entretanto, apesar da Orla bonita e da rua agitadinha na beira mar, eu achei um pouco chatinha.


Grávida e o desafio do enxoval

Uma viagem que envolve enxoval pede que você esteja bem disposta a andar e gastar o máximo de sua energia. Eu viajei com um barrigão de 6 meses de gravidez, foi super tranquilo, pois se a gestante está com saúde, essa é a época da gestação que estamos mais dispostas e com uma energia boa.
Algumas dicas que podem ajudar a tornar sua viagem mais confortável:

0) Converse com o seu obstetra e peça a liberação dele para sua viagem (inclusive um atestado para cia área de que você está apta a viajar).
1) Leve roupas confortáveis e calçados que se adaptem a um pé inchadinho (se esse for o seu caso) – andar é algo que você vai fazer muito.
2) Leve uma bolsa pequena para os seus pertences e coloque todo o resto em uma mochila e entregue para o seu acompanhante na viagem.
3) Não deixe de fazer um bom seguro saúde para viagem (verifique como funciona em caso de parto prematuro, muitos não cobrem o tratamento do bebê só da mãe).
4) Procure conforto para o seu vôo, verifique a possibilidade de comprar a poltrona do meio ou qualquer outra facilidade que a cia aérea possa oferecer para você. São muitas horas de viagem e você precisa de tudo que possa ajudar a tornar o trajeto o mais prazeroso possível.
Os aeroportos americanos costumam ser imensos. O de Miami parece uma cidade, para sair de lá é uma longa caminhada por várias esteiras, acho que umas 8 mais ou menos.

Deslocamento

Não se esqueça de verificar se seu hotel oferece transfer do aeroporto até o seu endereço de estadia. Miami é uma cidade imensa e invariavelmente você terá que alugar um carro. Caso seu hotel não ofereça transporte, tem um metrô dentro do aeroporto que vai até a estação (bem perto por sinal) onde está localizada a Rental Center, uma ótima opção para aluguel de carro.

Para se localizar na cidade você pode alugar um carro e pedir que ele já venha com GPS ou comprar um chip da operadora local com pacote de dados para o seu celular e usar o Waze.

Outro detalhe importante é que Miami tem uma espécie de pedágio entre uma região e outra, pergunte também se o carro já vêm com o Sun Pass, tipo um Sem Parar local. Nas estradas o pedágio é por sensor, sem cancela e sem atendente. Você não precisa nem diminuir a velocidade, é só passar e depois vem debitado no seu cartão de crédito. E se você não tiver o Sun Pass, a multa era de USD 100 há 4 anos.


Para escolher o hotel vale você pensar no seu objetivo, eu fiquei perto do aeroporto de Miami para facilitar a volta pois meu objetivo exclusivo eram as compras, mas se você quiser curtir um pouco da vida noturna, fique em Miami Beach, pertinho da praia e com bares super legais e animados.
Muitos hotéis nos EUA não oferecem café da manhã ou estacionamento gratuito, fique atento a este detalhe na hora de fazer sua reserva.


COMPRAS

Eu no geral não sou uma pessoa consumista mas é difícil manter a linha nos EUA, lá é a perdição do “por esse preço vale a pena” e a gente tem que tomar muito cuidado, principalmente mamães empolgadas de primeira viagem.

São inúmeras lojas e centros comerciais, por isso é muito importante que você já tenha um roteiro prévio para não perder tempo. Verifique quais lojas estão mais próximas ao seu hotel e comece seu roteiro por elas, assim você já adiantar seu planejamento.

Eu procurei na internet os endereços das principais lojas e dividia os dias com base nesses endereços. Miami é muito grande e não vale ficar cruzando a cidade para ir de uma loja a outra.

A dica de ouro para qualquer viagem de compras e adiantar o máximo de aquisições possíveis pela Amazon e pedir para entregar no hotel. Os hotéis costumam cobrar para guardar as compras, por isso é preciso se organizar para que as compras cheguem quase no dia do seu check in. Ligue para o seu hotel ou mande um e-mail e tente confirmar como funciona o sistema deles para guardar um pacote.

Dicas sobre a Amazon:

* Eles tem um esquema especial (prime) que oferece uma entrega mais rápida com frete grátis. Quando você se cadastra eles oferecem um mês de experiência de graça, pois esse esquema é pago. Cncele antes de terminar o prazo e você terá a facilidade sem o custo.
* Tem produtos que são do estoque da própria Amazon e têm outros que são de parceiros, isso altera a data de entrega, fique atento.
* Comprar pela Amazon ajuda a encontrar as coisas de marcas específicas e as que não são tão fáceis de achar.

Dica de Diamante: Sabe aquela estratégia de pechinchar e olhar várias lojas antes de comprar? Esquece! Além de ser uma enorme perda de tempo você tem grandes chances de não achar o produto na próxima loja (experiência própria).

Listas e planilhas são muito amor <3


Para não sair comprando o que não precisa e esquecer do que precisa, uma dica é fazer uma lista de tudo que você planeja adquirir.
Fiz uma planilha baseada nas dicas de uma amiga com tudo o que compõe uma lista de enxoval. Separei por tamanho, unidades e já pensando em que estação do ano seria, ou seja, se era roupa de frio ou calor.

Imprimi várias cópias e levei. Todo dia eu saia com uma lista e ia marcando tudo que estava comprando, quando eu voltava para o hotel eu atualizava uma nova com o que eu já havia comprado.

Mercado nos EUA são incríveis!

Sabe aquilo que a gente conhece de mercado? Comida, bebida e vez ou outra roupas não muito legais? Esquece! Lá o mercado é vida e você pode muito bem passar horas em um e achar várias coisas da sua lista.

Decidimos que iríamos primeiro aos mercados (são os mais baratos e super completos), deixando o que faltava para os outlets. O Walmart e a Target, são ótimas opções para comprar roupa (Carters) e acessórios diversos de alimentação, cama, mesa, banho, brinquedos...

São ótimos para roupa de gestante ou roupas íntimas. Eu gostei muito mais da Target, mas vale ir aos dois até para você tirar suas próprias conclusões. Consegui adiantar muito da minha lista já no primeiro dia.

Aproveite em uma das suas idas ao mercado para comprar snacks, além de água, suco e tudo mais que ajudar o corre e corre de uma loja para outra. A comida fácil e com um custo legal por lá é a famosa trash food, se prepare para não comer comida mesmo por alguns dias.

Lojas de departamento/ outlets – se prepare para pirar

Existem lojas de departamento/outlets que vendem de tudo com preços incríveis, entre elas estão a Ross Dress for Less, TJ Maxx e Marshals. Essas lojas têm muitas roupas de marcas excelentes como Carters, GAP, Calvin Klein, Ralph Lauren e daí por diante.
O preço é mais barato que um Brás, você vai ficar maluca, mas saiba que precisará garimpar. São lojas populares então o negócio é meio bagunçado e até um pouco feio, mas vale muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito a pena.

Nós saíamos cedo e voltávamos tarde, aproveitando o máximo das lojas, da hora que abriam a hora que fechavam. Por isso mesmo, seguindo a dica de uma amiga, mesmo cansados, depois que chegávamos das compras, todo dia nós tirávamos tudo das sacolas, conferíamos o que tínhamos comprado, reorganizamos a lista e botávamos tudo nas malas (principalmente para saber quanto ainda podíamos comprar, já que excesso de bagagem sai muito caro).


Não deixe para fazer tudo no último dia e leve emprestada ou compre uma balança para malas, ajuda a controlar o quanto de peso sua mala ainda comporta.

Sawgrass – o outlet dos outlets

Vai para Miami? Se você quiser conhecer um super outlet, reserve um dia inteiro para ir ao Sawgrass, o maior shopping outlet dos Estados Unidos. O shopping é enorme. É impossível ver tudo em um dia só. Tem 5 áreas bem divididas, por isso, ao chegar no local corra para o balcão de informações que você logo conseguirá um mapa. Pega uma caneta e já monte o seu roteiro por base neste mapa, verifique quais lojas você quer ir e monte sua estratégia.

DICA: Compre o talão de descontos, deve custar uns U$10 e dá desconto em várias lojas. Fique atento, nós bobeamos algumas vezes, esquecíamos do talão e só lembrávamos depois que já tínhamos saído da loja.

Outra dica valiosa desse shopping é chegar cedo e alugar um carrinho, custa USD 5. Na hora muita gente pensa que é desperdício de dinheiro, mas vale muito a pena. Chegamos lá tipo umas 10h e saímos quase 22h, sentei na cadeirinha do carrinho muitas vezes e agradeci a todos os santos por ter alugado o carrinho.


Lá tem a GAP, a Gymboree (roupa infantil), Carter’s, Burlington Coat Factory, Polo Kids, Calvin Klein Kids e todas as outras que tinham roupas de crianças. Eu não achei muita coisa com bom preço, mas vale visitar. Achei tudo mais barato na Ross, ou na Marshals, ou em outra dessas grandes lojas. Dentro do shopping tem uma Super Target, aproveite.

Lá dentro tem uma Cheesecake Factory, super famosa dos EUA, tente organizar o seu roteiro para passar por ela no almoço, eu não consegui ir, mas dizem que é ótimo.

Brinquedos

Brinquedos e acessórios para bebês e crianças pedem uma passada na Toys R Us, onde tem a Babies’R us, um shopping para bebês. Compramos outros itens que ainda estavam faltando e é o lugar certo para comprar brinquedos.

Reflexões e dicas de uma mãe com um pouco de experiência:

* Eu comprei o carrinho nos EUA, mas hoje eu não faria isso novamente. Além do preço sair bem próximo com o do Brasil por causa do dólar alto o volume dele conta com uma mala e é uma compra bem cara.
* Comprei apenas roupas de 0 a 18 meses, hoje eu teria trazido muito mais, até uns 3 ou 4 anos. Principalmente roupas de banho, toalhas de banho, roupas de inverno. Roupa de criança no Brasil é um assalto.
* Não teria ido do Sawgrass, não valeu para o meu objetivo. Se o objetivo é o baratinho, lá não é o lugar.
* Como estava grávida, não comprei roupa para mim e me arrependi horrores, devia ter acreditado mais que voltaria ao meu peso e ter adquiridos algumas roupas para mim.
* Na época eu não conhecia e nem sabia que iria precisar, mas teria trazido um nosefrida (clique aqui para saber o que é caso você não conheça).
* Teria comprado calçados a partir do número 18 até o número 25 ou 26, menor que isso não é nada útil. Clique aqui e veja a tabela de conversão de calçados americanos.
* Teria comprado mais meias antiderrapantes, a Manu usou quando bebê e elas são bem caras aqui no Brasil.
* Teria comprado mais roupas de cama (cama mesmo e não berço), preço e qualidade infinitamente superiores.
* Existem algumas marcas que além das bolsas de bebês, também vendem mochilas com a mesma funcionalidade, eu não sabia, mas depois que o bebê começa a andar são muito mais práticas e úteis do que as bolsas.
* Teria comprado mochila e lancheirinha térmica infantil, lá fora tem uns modelos lindos e aqui só os mesmos personagens de sempre.
* Não estavam na minha lista mas achei adesivos de paredes lindos e bem baratos para colocar na parede dos quartos.
* Compre o máximo que puder de rashguards (aquelas camisetinhas de surfista) até a idade que achar suficiente, são ótimas para proteger as crianças do sol. Tem até com proteção uv!
* O acessório como mamadeiras, chupetas, térmicas e por ai vai são ótimos, mas ocupam um super espaço na mala e não saem tão mais barato. Eu deixaria tudo para comprar no Brasil.

Dicas para economizar:

1) Faça a sua lista de compras e depois pesquise o preço do produto no Brasil e nos EUA, se a diferença for muito pequena não compensa.
2) Lembra-se que nada do que você comprar você poderá parcelar por isso os produtos de maior custo muitas vezes valem mais a pena no Brasil do que lá fora.
3) Considere os aparatos tecnológicos (babá eletrônica, filmadora...) como uma opção de compra, mas compare os preços.
4) Seja fiel a sua planilha de compras e você não corre o risco de comprar mais do que o necessário.
5) O barato sai caro e comprar só porque está muito barato e você não tem certeza se vai usar é uma grande roubada.
6) Apesar de ser bem difícil, tente achar roupas de bebê que sejam unissex. A qualidade das peças é ótima e dá para usar tudo em um segundo filho tranquilamente.
7) Não se esqueça de que às vezes um bebê de 3 meses veste 6 meses e dai por diante. Não dá muito para prever se seu pequenino será grandão ou pequenino, mas vale considerar que na média os bebês vestem sempre uma grade para frente.

Espero ter ajudado.

Ótima viagem!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Papo de Especialista: Acabei de ganhar meu bebê e estou triste, pior... irritada!

Após o nascimento do bebê, mudanças de todas as ordens acontecem na vida da mulher. Ela passa a desempenhar um novo papel, mesmo aquela que já teve outro(s) filho(s), afinal ser mãe de um filho é diferente de ser mãe de dois e assim por diante.

O período após o parto, chamado puerpério, é geralmente marcado por uma infinidade de sentimentos, sobre os quais nem sempre a mulher tem um espaço ou pessoas para quem possa expressar e compartilhar.


Os processos depressivos que acometem a puérpera são diferenciados em dois tipos: o baby blues ou tristeza materna e a depressão puerperal. No texto de hoje vamos falar sobre o primeiro – o baby blues - caracterizado pela alteração na condição emocional da mãe, trazendo irritabilidade, tristeza, indisposição, sensação de incapacidade especialmente de cuidar do bebê, oscilação do humor e choro.

Essa alteração é transitória, temporária. Inicia-se nos primeiros dias após o parto e regride em poucos dias, espontaneamente.
Se você apresentou ou apresenta tais sintomas, saiba que não está sozinha. Estima-se que entre 50 a 80% das mulheres no puerpério, manifestem o baby blues.

Saber disso é importante para que você não se desespere e ao mesmo tempo tenha ferramentas para se observar e, mais uma vez, como quase tudo na maternidade, sentir qual o seu limite, porque mesmo sendo uma forma branda da depressão, o baby blues traz sim muito sofrimento à mulher.

Sabendo disso e se observando, você poderá encontrar mais conforto se tiver alguém do seu convívio que possa lhe escutar e tolerar seu sofrimento e não tentando mascará-lo. Isso deve passar em alguns dias, mas se não passar, o melhor caminho é procurar um profissional que possa avaliar este quadro para dar o melhor tratamento para que ele regrida.

Observação: Na depressão puerperal a mulher tem sintomas muito mais intensos, como tristeza profunda, doenças psicossomáticas e até desinteresse pelo bebê. Pela gravidade do quadro depressivo, nestes casos é fundamental que a mulher inicie acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois a medicação se faz necessária.



Curae Psicologia - CRP: 06/5590/J

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Meu bebê nasceu, e agora?

A gestação é cercada de expectativas e idealizações, nove meses em que a futura mamãe busca se preparar para receber um bebê imaginado e sonhado. Dentre as ambiguidades que este momento pode gerar, estão também as melhores expectativas de como será o período posterior ao nascimento.


Como será o bebê? Com quem se parecerá? Saberei amamenta-lo? Dentre outras indagações que permeiam o imaginário da mãe, do pai e de toda a família, cada um vai “construindo um bebê” a partir de suas próprias vivências e desejos e, ao final da gestação, têm-se vários bebês espalhados pelo imaginário familiar.

Até então, tudo certo. Essa tarefa de imaginar o bebê faz parte de uma importante construção para sua vinda. E então, ele vem! Faz uma entrada triunfal na vida de cada um que tanto o esperou e logo sinaliza ser diferente do que muitos pensaram a seu respeito.

É normal estranhar o meu bebê? Eu não deveria amá-lo incondicionalmente e imediatamente após o parto?
Estranhar o bebê é absolutamente normal e esperado! Afinal de contas aquele bebê que você imaginou, faz parte de uma construção baseada em seus mais profundos desejos, mas como toda relação saudável, tudo o que foi idealizado precisará ser desconstruído para que dê lugar ao real, neste caso, ao bebê do jeito que ele é.

E ele não vem com manual de instruções não é mesmo?
Chora e você não sabe o que ele quer, não dorme a noite e você está cansada, quando amamenta nem sempre é confortável, não se acalma se for colocado no berço e por aí vai...

Às vezes podem lhe dizer coisas sobre o quê e como deve fazer com o seu bebê, mas nem tudo lhe parece coerente. Então, nessa hora por mais complicado que seja, o mais importante é seguir aquilo que lhe faz sentido. Certamente o seu olhar de mãe é muito diferente do olhar das outras pessoas sobre o seu bebê. Acredite no que está vendo e sentindo!

Nesta relação mãe-bebê, existe uma comunicação muito mais profunda e genuína do que métodos ou técnicas que possam ser ensinadas, embora em determinados momentos elas sejam muito importantes. Olhe e conheça o seu bebê na intimidade que a relação de vocês lhes permite! E se não der certo de primeira, talvez numa segunda ou terceira vez, mas ele mesmo te mostrará a resposta e você saberá identificá-la.

Agora é a hora de conhecê-lo e de se apresentar para ele também. As novidades tem o poder de causar diferentes sentimentos e é importante que, principalmente a mãe e o pai se permitam a isso. Com o tempo e como em qualquer relação, após as apresentações feitas, é preciso que haja disponibilidade para conhecer melhor o outro. Isto exige paciência, dedicação, afeto e muitas vezes, uma boa dose de humor.